Sempre ao Seu Lado
Título original: Hachiko: A Dog's Story Gênero: Drama País de origem: EUA Tempo: 93 min Direção: Lasse Hallström Elenco: Joan Allen, Richard Gere, Sarah Roemer Depois do sucesso do “pior cachorro do mundo”, Marley, não demoraria a pipocar outros congêneres no cinema. Afinal, em Hollywood, há espaço para todos, desde que envolva milhões de dólares nos bolsos dos produtores. E eu poderia continuar o texto dizendo que assim surgiu Hachiko, mas a história não é bem assim. Igual ao seu antecessor, Sempre ao Seu Lado é baseado em fatos reais, no entanto, usar o termo “antecessor” é injusto, porque a história já havia sido adaptada para as telas de cinema em 1987, no Japão, país onde os eventos ocorreram. O caminho para sua adaptação americana com certeza surgiu após o sucesso de Marley, e mesmo sendo um filme oportuno, o akita japonês supera o labrador americano.
Na história, Richard Gere é Parker Wilson, um professor de música que ao voltar para casa se depara com um filhote de cachorro perdido na estação de trem. Após alguns contratempos, ele fica com o animal, mesmo com a resistência da mulher, aqui interpretada por Joan Allen. Logo, como todo dono de algum bichinho de estimação, Parker tenta ensinar, sem sucesso, truques para Hachiko. No entanto, sua maior surpresa é quando o cão passa a acompanhá-lo todos os dias até a estação de trem e a esperá-lo chegar do serviço. Isso, naturalmente, sem qualquer motivação exterior além da sua lealdade ao amigo humano. Deste ponto em diante os fatos são previsíveis, mas não menos emocionantes. Nem precisa avisar para manter a caixa de lenços do lado. Desde a primeira cena, quando o focinho de Hachiko aparece e começa a trilha sonora cadenciada e suave, sabemos onde tudo aquilo vai acabar: em um mar de lágrimas. E isso não é um ponto negativo. Enquanto Marley pecava pela inconstância e a falta de sintonia e carisma dos protagonistas humanos, Sempre ao Seu Lado é sincero nas suas interpretações e fiel a verdadeira estrela do filme: Hachiko. Se isso não fosse possível, a última meia hora seria incoerente e afetaria todo o resultado final. No entanto, o diretor Lance Hallstrom soube, com delicadeza, tornar perceptíveis todos os momentos de amor, alegria, tristeza e ternura do protagonista. E não é por menos, que ao final fica a lição da lealdade do animal por seu dono e vice-versa. E fica a questão até onde podemos nos considerar superiores a tão surpreendentes seres. Sempre ao seu Lado, ao seu fim, não fica só na memória. Ele vai mais longe, no coração.
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