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Ronaldo e Matthäus não acham que Alemanha se torna favorita com ausência de Neymar na semifinal desta terça

05 Jul 2014

Um clássico entre as duas seleções que mais vezes chegaram à decisão da Copa do Mundo marcará a semifinal da atual edição do torneio. Brasil x Alemanha se enfrentarão apenas pela segunda vez na história do Mundial, a primeira foi a final em 2002, vencida por 2 x 0 pelos brasileiros. Agora, o confronto no próximo dia 8 de junho, no Mineirão, definirá a equipe com maior presença na disputa por títulos.

Presentes nas últimas ocasiões em que seus países levantaram a taça, Lothar Matthäus em 1990 pela Alemanha e Ronaldo em 2002 pelo Brasil, falaram sobre suas expectativas para o duelo entre as duas seleções nesta Copa do Mundo, que ganhou um elemento surpresa: a ausência de Neymar, fora da disputa após lesão na coluna sofrida no jogo contra a Colômbia, nesta sexta-feira (04.07). O “Fenômeno” disse que a Seleção Brasileira tem que mostrar força e que, historicamente, a equipe não depende de apenas um jogador.

“Esse duelo vai ser eletrizante, estamos todos assuntados com a lesão do Neymar, mas o Brasil tem que se superar e encontrar forças para vencer a Alemanha, que é uma grande equipe. Ontem a Seleção estava jogando sem aquela dependência do Neymar e é normal que volte com o mesmo espirito e motivação contra a Alemanha. Se os alemães acharem que vão encontrar um time fraco sem o Neymar vão se equivocar, porque o Brasil nunca dependeu de um só jogador, nem do Pelé, que se machucou no começo da Copa de 1962 e fomos campeões”, avisou.

Experiência no torneio não falta a Matthäus, recordista de jogos em Mundiais (25) e de participações (cinco Copas, de 1982 a 1998) ao lado do mexicano Carbajal, para analisar com cuidado o confronto e não apontar favoritos, mesmo que o Brasil não conte mais com seu principal jogador. “Não acho que o Brasil seja menos favorito. Nesse jogo os dois são favoritos. São duas excelentes equipes. A Alemanha chegou 13 vezes nas semifinais, esta é a quarta seguida, o que mostra que é uma seleção muito boa em Copas. Estamos ansiosos por esse confronto. Ninguém disse aqui que a seleção alemã acha o Brasil mais fraco sem o Neymar, não, isso é ruim para o futebol. Conhecemos a história e não vamos cair na armadilha de achar isso”, afirmou.

Para ele, os alemães não estão satisfeitos com a ausência de Neymar na partida. “Nenhum torcedor alemão pode estar satisfeito com a lesão do Neymar, esse não é o espírito do fair play. Estamos aqui para ver os melhores jogadores do mundo, pena o Brasil ter sido tão prejudicado, porque ainda não terá o Thiago Silva. Mas, vamos enfrentar o fato de que o Brasil não tem somente 11 jogadores. O Dante joga no Bayern de Munique e pode substituir muito bem o Thiago, mas cabe ao técnico definir quem vai entrar”, avaliou Matthäus, para completar dizendo que o mundo do futebol está desejando a melhor recuperação para o camisa 10 brasileiro.

“A lesão do Neymar foi um choque para nós. Não estamos felizes, não temos vantagem com a ausência dele. O mundo do futebol está com lágrimas nos olhos ao ver as imagens de ontem e os torcedores alemães estão desejando o melhor para ele”.

Intencional
O ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro, campeão mundial em 2006, comentou a jogada em que o lateral colombiano Zúñiga acertou as costas de Neymar. Experiente na marcação, o defensor disse que o lance poderia ter sido evitado. “Eu acho que foi uma situação evitável, porque quando Neymar está diante da bola, não havia possibilidade de antecipar. É difícil passar no meio do Neymar, ele não é transparente. O que não gostei foi aquele joelho alto, o que me leva a pensar que foi uma falta com intenção de machucar”, afirmou.

Ronaldo concordou com o colega italiano e disse que houve intenção do atleta da Colômbia em acertar o craque da Seleção Brasileira. “Tenho certeza que o Brasil perde uma figura importante, a grande referência de gols e de grandes jogadas. O Brasil perde muito, mas, por outro lado, tenho certeza que um jogador muito motivado vai entrar, com pressão por substituir o Neymar, mas com muita motivação. Não acho que foram caçar o Neymar, claro que a entrada foi dura, feia, vimos que houve intenção de machucar. Acho que houve a intenção de causar dano, não sei se estava programado ou não, mas foi forte”, comentou.

Os campeões mundiais Ronaldo (em 1994 e 2002), Lothar Matthäus (1990) e Fábio Cannavaro (2006) foram os convidados da coletiva de imprensa diária da FIFA no Maracanã, neste sábado (05.07). Segundo a entidade, o Comitê Disciplinar ainda não tomou posição sobre uma possível punição ao lateral colombiano Zúñiga. (Portal da Copa)

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