Monday, 18 de November de 2019

ESPECIAL


AIDS na visão do adolescentes

24 Jul 2008

Os dados epidemiológicos dos últimos anos, não só no Brasil como em todo o mundo, têm demonstrado uma incidência crescente e progressiva de infecção pelo HIV na população adolescente, sendo que a maior parte dos casos notificados da doença, que constitui importante causa de morbi-mortalidade, está associada à via de transmissão tanto hetero, quanto homossexual.

Também, por esta mesma razão, tanto para o HIV/AIDS quanto para outras doenças sexualmente transmissíveis, reconhecidamente facilitadoras desta infecção, várias questões epidemiológicas, preventivas e assistenciais estão sendo discutidas, e algumas ações já sendo implementadas, não só com o objetivo mais amplo de prevenir a sua transmissão pela via sexual, como também com a preocupação específica de controlar o avanço da epidemia entre os adolescentes.

Falar de DST/AIDS com adolescentes nem sempre é tarefa fácil. Na maioria das vezes, a falta de informações e até mesmo uma interpretação errônea sobre o assunto, são fatores predominantes que causam rejeição na hora de falar sobre sexualidade, em especial, sobre DSTS ou especificamente a AIDS, já que se trata de uma temática muito delicada e pessoal.

Pensando em diminuir o índice de rejeição ao assunto, a professora Maura Rodrigues, do Colégio Municipal Monteiro Lobato, achou uma forma prática de conquistar a confiança dos seus alunos, esclarecendo dúvidas à medida que elas surgem.

A professora Maura trabalha com uma turma formada por alunos com a faixa etária de 9 a 14 anos, do Programa de Aceleração da Aprendizagem e não vê constrangimento algum em falar sobre assuntos que envolvam a sexualidade na adolescência. "É muito importante conquistar a confiança deles, pois nem sempre eles encontram este apoio em casa e correm o risco de buscar informações com outros adolescentes, como eles, pouco esclarecidos", destaca a educadora.

Numa conversa descontraída entre a equipe do jornal O GIRASSOL e os adolescentes do Monteiro Lobato, os jovens demonstraram preocupação com o futuro da doença e como cada um fará para contribuir com a redução de casos de AIDS, não apenas em Palmas, mas em todo o Estado.

Para L. R. M., 13, o trabalho que a professora desenvolve em sala de aula "é muito importante porque esclarece dúvidas que a mãe, às vezes, tem vergonha de esclarecê-las e chega até inventar histórias para fugir do assunto". Lílian conheceu de perto um portador da doença e diz ter sentido muita tristeza, principalmente por saber que ele não estava informado sobre as conseqüências de não se prevenir. Ela já sabe como se prevenir da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis e garante que se depender dela e de sua turma ninguém mais irá se contaminar com o HIV.

D.C., 14, também diz estar consciente de todos os riscos que a falta de cuidados oferece às pessoas despreparadas. Ela acredita que a cura definitiva está muito próxima, mesmo assim tem medo de se deparar com o problema de perto. "Eu sei que um aperto de mão ou um abraço não transmitem a doença, mesmo assim tenho medo, pois é uma doença muito feia".

 

PROJETO

O trabalho desenvolvido em sala de aula é resultado de uma parceria entre as Secretarias de Educação e de Saúde, através dos Agentes de Saúde Escolar. No colégio Monteiro Lobato, este trabalho fica por conta da Agente Ângela Rodrigues, que trabalha ações preventivas, educativas e emergenciais, através de dinâmicas descontraídas que desperta o interesse pelo assunto.

Com a proximidade do Carnapalmas, período em que os adolescentes ficam mais expostos e sujeitos a contaminações, as orientadoras irão intensificar as palestras de esclarecimentos. No último dia 18, os alunos do Projeto de Aceleração da Aprendizagem assistiram, junto com a professora e a Agente de Saúde Escolar, alguns vídeos que esclareceram questões relacionadas aos problemas que a AIDS provoca na vida do ser humano, entre outras Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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