Tuesday, 23 de July de 2019

ESPECIAL


Drogas ilícitas: efeitos e consequências no organismo

31 Jul 2008

Em 1989, a polícia federal apreendeu 983 Kg de cocaína, no Brasil. Em 2001 foram 8600 Kg. Quanto a maconha os números também são assustadores. Segundo o programa das Nações Unidas para o Controle Internacional das Drogas, o número de apreensão da maconha chegou a 55 mil quilos durante a década de 90. Contudo, a venda de drogas movimenta anualmente US$150 bilhões, no mundo; metade do que gera a indústria farmacêutica.

Mas que consumo é esse que já atraiu cerca de 8 milhões de pessoas para a dependência em todo o Brasil? Conheça agora alguns aspectos dessas drogas.

 

Cocaína

Sintetizada em 1859, a cocaína tem como origem a planta Erythroxylon coca, um arbusto nativo da Bolívia e do Peru.A cocaína é a droga que mais rapidamente devasta o usuário. Bastam alguns meses ou mesmo semanas para que ela cause um emagrecimento profundo, insônia, sangramento do nariz e corisa persistente, lesão da mucosa nasal. Doses elevadas consumidas regularmente também causam palidez, suor frio, desmaios, convulsões e parada respiratória. No cérebro, a cocaína afeta especialmente as áreas motoras, produzindo agitação intensa. A ação da cocaína no corpo é poderosa, porém breve, durando cerca de meia hora, já que a droga é rapidamente metabolizada pelo organismo. Pouco após a administração, o consumidor sente prazer, excitação e hiperatividade.

O uso repetitivo pode levar a pessoa a experimentar sensações de cansaço e intensa depressão. Doses maiores podem provocar tremores, paranóia, alucinações e delírios e perda da libido. A pressão arterial sobe e o coração dispara, podendo até mesmo, em alguns casos, levar a uma parada cardíaca.Alguns traficantes da droga costumam mesclá-la com outras substâncias para aumentar o volume, diminuindo o seu grau de pureza. Um viciado que tem o mesmo fornecedor costuma injetar as mesmas quantidades de acordo com o potencial já conhecido; ocorrendo a troca do fornecedor, a nova partida poderá conter um grau de pureza consideravelmente superior ao esperado e para o qual o organismo não estava acostumado, ocorrendo aí à chamada overdose.A quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra, e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 grama de cocaína pura. A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injetada diretamente na corrente sangüínea.

 

Maconha

A maconha, cujo nome científico é Cannabis Sativa, compõe-se de mais de sessenta substâncias. Mas a ação da droga no organismo é resultante de apenas uma delas: o delta-9-tetrahidrocanabinol, conhecido como THC. No ranking do consumo das drogas, ela vem quilômetros à frente de crack, cocaína, heroína ou ecstasy. Um levantamento de uso de drogas entre estudantes em dez capitas brasileiras, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revelou que o consumo freqüente da maconha quadruplicou em apenas dez anos.

O dado mais impressionante, no entanto, é outro. Conforme uma tendência também observada em outros países, esse aumento é maior entre adolescentes e jovens na faixa que vai dos 16 aos 18 anos. Nessa comunidade muito jovem, 13% das pessoas fazem uso da maconha no Brasil.Por apenas R$1, consegue-se um cigarro. A erva consumida no Brasil vem de dois lugares, do Nordeste e do Paraguai, transportada para os grandes centros em caminhões ou pequenos aviões. Ao chegar às cidades grandes, é dividida em blocos de 10 quilos para traficantes médios, que repartem esses sacos em volumes de 1 quilo cada um, para vender aos pequenos traficantes.

Os efeitos no corpo de quem fuma maconha depende do tempo de uso. Geralmente, a droga provoca uma sensação de relaxamento.Outros se sentem angustiados. Há uma perda da sensação de tempo na memória e da atenção. O uso constante causa problemas respiratórios e, em homens, reduz o número de espermatozóides. Doses elevadas podem levar o usuário ao delírio e até mesmo à alucinação. Efeitos físicos agudos são olhos avermelhados, boca seca, coração disparado. Há também efeitos psíquicos crônicos: maior dificuldade de aprendizagem e memorização e a motivação.

 

Ecstasy: o comprimido da ilusão

A nova droga começa a causar apreensão no País. Seu principal elemento ativo, a metilenedioximetanfetamina (MDMA), uma substância sintética criada em laboratório na Alemanha em 1913, foi usado sem sucesso no tratamento do mal de Parkinson, como antidepressivo e moderador de apetite. Sob seu efeito, a pessoa tem a impressão de que é agradável e simpática. Nas danceterias são comuns cenas de grupos de pessoas caindo no chão e rolando abraçadas. Isso ocorre devido ao aumento de produção de serotonina, o hormônio que ajuda a romper os bloqueios emocionais.

Causa aumento dos batimentos cardíacos e pode levar ao superaquecimento do corpo. O usuário pode, sem perceber, beber água em demasia, chegando a provocar colapso na função antidiurética do corpo. Há registros de um viciado que morreu depois de ingerir, de uma só vez, 14 litros de água. Há 11 anos, a "pílula do amor" começou a surgir nas festas clubbers da Europa e dos Estados Unidos. Desembarcou sorrateiramente no Brasil, surpreendendo a polícia paulista, que efetuou as primeiras apreensões em 1996. No Rio de Janeiro já foram apreendidos, de uma só vez, 1.053 comprimidos de Ecstasy.

 

Pílula do amor

Substância foi criada num laboratório alemão em 1913Origem: Antidepressivo utilizado para tratar o mal de ParkinsonEfeito: Dura 12 horas e leva à perda total da inibiçãoDanos à saúde: Aumenta a pressão sanguínea e provoca desidratação

 

Gírias utilizadas por usuários de drogas

Queimar um - fumar

Mocosar - esconder

Caretaço - livre de qualquer efeito de qualquer droga

Sussu - sossego

Pifão - bebedeira

Rolar - preparar um cigarro (enrolar)

Cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar

Chapado - sob o efeito de qualquer droga

Bad trip - viagem ruim, com sofrimentos

Nóia - preocupação

Marofa - fumaça da maconha

Tapas - tragadas

Palas - sinais característicos das drogas

Larica - fome química após o consumo da maconha

Matar a lara - matar a fome química

Maricas - cachimbos artesanais para consumo da maconha

Pontas - parte final da maconha não fumada

Cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas

Pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda

Deschavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim

Sujeira - situação perigosa

Mocós - esconderijos de droga


(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba).

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