Sunday, 22 de July de 2018

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ESTADO


Educação

Amastha diz que vai antecipar parcela da data-base e pede para grevistas retornarem ao trabalho

25 Sep 2017

Neste domingo, 24, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), se manifestou, por meio de vídeo publicado no Faceboock, sobre a declaração do Sindicato dos Servidores Municipais de Palmas (Sisemp) de que a gestão da Capital não tem credibilidade para apresentar novo cronograma de pagamento parcelado, porque não teria cumprido acordos feitos anteriormente. O chefe do Executivo reconheceu que houve atrasos, mas para provar que vai cumprir os compromissos disse que determinou a antecipação do pagamento da data-base para alguns servidores.

"Dei ordem, tanto na Secretaria de Administração e das Finanças, para que a gente refaça a folha de pagamento, já que o dinheiro está disponível. Pedi que a parcela de outubro de todas as pessoas que ganham entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil reais [salário base] seja paga ainda nessa folha e mais uma parcela das titularidades", afirmou o gestor. "Se o motivo desta greve era falta de credibilidade, estamos antecipando o compromisso. Voltem para as aulas, cumpram suas funções que o prefeito também cumprirá as suas", garantiu.

Segundo Amastha, a Prefeitura de Palmas tem feito de "tudo" para manter a máquina pública em funcionamento. "E temos sido bem sucedidos", disse. "De fato, os atrasos das parcelas e atrasos das progressões e titularidades aconteceu. Mas porque nós entramos num marasmo econômico", justificou.

Amastha argumenta que apesar dos atrasos, a gestão da Capital tem demonstrado atitudes exemplares. "Palmas não tem funcionário fantasma, não tem amigo do prefeito, não tem familiares do prefeito. Até hoje o carro que o prefeito anda é o carro do partido e minha esposa, até hoje, não tem cargo, não tem segurança, não tem gabinete, não tem carro", elencou. "Isso não é populismo. A gente precisava cortar absolutamente tudo para poder garantir o direito de vocês e isso nós estamos fazendo".

Direito de todos
Segundo o pessebista, cumprir com os compromissos da administração "não é uma questão de humanidade", "é uma questão de legalidade", destaca. "Quero que vocês entendem que os interesses dos funcionários públicos não são mais importantes do que a necessidade de 300 mil palmenses. E a gente tem agido dessa maneira garantindo o direito de todos", alegou o prefeito.

Em agosto de 2012, a folha de pagamento do município, segundo o gestor, era de R$ 23 milhões de reais. Já no mesmo período de 2017, ultrapassou os R$ 42 milhões, com o mesmo número de funcionários. "Todos esses benefícios tem ido para o bolso do trabalhador".

Com a antecipação do pagamento das parcelas da data-base e progressões para sexta-feira, 29, Amastha disse que espera que os dirigentes dos sindicatos que organizam o movimento paredista reflitam e que os servidores voltem ao trabalho. "Eles têm que achar a saída, o munícipio está para cumprir os compromissos".

Greve de fome
Sobre a greve de fome, que foi iniciada por sete servidores, mas que agora conta com cinco; o prefeito avaliou que se trata de uma "loucura". "Não precisa disso. Não vale a pena o que está sendo feito. Nós temos que fazer a coisa correta", comentou.

Os servidores Antonio Chadud e Vinícius Luduvice, que estavam há mais de 86 de horas sem se alimentar, deixaram a greve de fome, também neste domingo, 24. Eles tiveram complicações de saúde. Neilon William, Pinheiro Alves, Márcio Brasil, Taina Paz, Fábio Lopes seguem com o protesto que já chega ao quinto dia e mais de 110 horas, para evitar o corte de pontos dos servidores que participam do movimento.

Audiência
Nesta segunda-feira, 25, o Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE-TO) vai realizar uma audiência, às 14 horas, entre os representantes da categoria e a gestão municipal, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet). O objetivo do órgão é mediar um acordo entre as partes.

Pagamento escalonado
Na semana passada, a prefeitura anunciou um cronograma de pagamento da data-base de todos os servidores públicos, bem como das progressões e titularidades da Educação. Conforme o Executivo, os trabalhadores que ganham entre R$ 2 mil a R$ 3,5 mil iam começar a receber a partir de outubro a reposição da variação inflacionária (data-base), mas esse pagamento será antecipado. Quem recebe de R$ 3,5 mil a R$ 5 mil está previsto para receber a partir de novembro. Já os funcionários que possuem os vencimentos acima de R$ 5 mil, a partir de dezembro.

O Paço também se comprometeu a pagar os retroativos da data-base 2017, no valor de R$ 14,8 milhões, até abril do ano que vem. As progressões e titularidades do quadro da Educação, segundo prefeito, também serão quitadas até abril de 2018.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. Devido a determinação judicial pedindo a desocupação do prédio, os trabalhadores migraram para os gabinetes de 12 vereadores que cederam o espaço.

O Sintet tem buscado, através de recursos protocolados no Judiciário, reverter as decisões desfavoráveis, mas ainda não obteve sucesso. - Portal CT

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