Saturday, 07 de December de 2019

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Educação

Curso de Libras não garante inserção no mercado

05 Nov 2008

Com um formato curricular e carga horária similar aos demais cursos de pós-graduação do país, o Curso de Libras vem, a cada dia, ganhando espaço e a preferência de profissionais licenciados. Em Palmas, o curso de formação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) promovido pela Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) estará formando cerca de 50 profissionais no primeiro semestre de 2009. O curso, apesar de ser classificado pela instituição como “pós-graduação”, não atende a algumas especificações do Ministério da Educação, quanto ao credenciamento das normativas da Educação Superior Continuada. De acordo com o Ministério da Educação, são considerados cursos de pós-graduação aqueles que - reconhecidos ou não - são devidamente credenciados junto ao Ministério.

Ainda de acordo com especificações do Ministério, “o corpo docente de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, deverá ser constituído por professores especialistas, sendo que 50% desses, pelo menos, deverão apresentar titulação de mestre ou de doutor, obtida em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pelo Ministério”. Além dessas particularidades, o curso de formação em Libras detém métodos de aprimoramento interdisciplinar, que dispõem de técnicas exigidas em sala de aula. Uma delas visa examinar competências quanto ao ensino de Libras.

De acordo com a coordenadora do Curso em Libras da Unitins, Rosângela Fernandes de Sousa, “a instituição dispõe de apenas um professor atuante certificado através do exame de pro-eficiência”, os demais são oriundos de outras especialidades. Para ela, o curso é oferecido para os interessados em concluir a “pós-graduação”; no entanto, a instituição não dispõe de portarias referentes ao credenciamento, autorização ou reconhecimento junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Fora desses requisitos, de acordo com a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação, toda e qualquer instituição pode ter autonomia para realizar cursos de Educação em Libras, porém em caráter de extensão e/ou componente curricular. No caso da Unitins, provavelmente trata-se de um curso de extensão.


 

Pró-libras é o que credencia o profissional

O Pró-libras, exame que certifica e autoriza a atuação da docência em educação superior, é indispensável para reconhecimento do curso. É o que explica Márcia Dias, coordenadora do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) em Palmas. “A pró-eficiência é um exame que certifica a qualidade da comunicação com surdos”. Para ela, é indispensável não apenas a certificação junto ao Ministério, mas a experiência direta com o surdo.

Qualquer curso de Libras é considerado legal e pode ser uma grande ferramenta tanto na hora de prestar concurso público quanto para enriquecer o currículo. Mas vale lembrar que o certificado de conclusão de cursos não-credenciados restringe profissionais no mercado de trabalho. É o que explica o professor de Libras e pró-eficiente Anderson Carvalho, da Universidade Federal do Tocantins. “É ideal que o interessado em fazer o curso de Libras pesquise a tradição da instituição. No Tocantins, é muito difícil encontrar algum profissional em Libras, por isso é importante verificar se há professores capacitados na docência”, explicou.  

 

 

Instituições apostam em cursos básicos de Libras

Integrar, educar e promover a cidadania. Essas são as principais metas que regem o trabalho de diversas instituições que dispõem o Curso Básico de Libras. Além do curso de “pós-graduação” oferecido pela Unitins, em Palmas há o cursinho gratuito promovido pela Universidade Federal do Tocantins, voltado para os profissionais das áreas de Educação, Saúde, Atendimento Social e Empresarial, e também para pessoas que desejam melhorar a comunicação com familiares e amigos que apresentam surdez. Com uma carga horária de 120 horas, o curso tem caráter independente, gratuito e com certificado de extensão. “Nossa prioridade é que sejam inseridos alunos surdos”, diz Anderson Carvalho.

Assim como na UFT, o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), localizado no Centro de Ensino Médio de Palmas (CEM), é outra instituição que aplica o curso de maneira integrada e gratuita. O curso é oferecido a toda comunidade e visa qualificar pessoas para o convívio direto com deficientes auditivos.

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