Friday, 14 de December de 2018

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Mutirão orienta moradores sobre os cuidados com o aparecimento de escorpiões

04 Jul 2018    19:22    alterado em 04/07 às 19:23
ASCOM Mutirão orienta moradores sobre os cuidados com o aparecimento de escorpiões

Depois de encontrar, no centro da Capital, escorpiões Tityus Serrulatus, que é a espécie considerada mais perigosa, 15 técnicos da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) fizeram um mutirão na manhã desta quarta-feira, 04, para orientar os moradores e comerciantes da Quadra Arne 12 sobre os cuidados necessários para evitar a presença do animal.

 

O agente de Endemias Osmar de Sousa Castro fala que uma das principais dicas é manter terrenos sempre limpos, já que o escorpião gosta de ambientes escuros e úmidos, onde tem comida e água, como restos de material de construção, montes de folhas secas e insetos, como baratas e grilos.

 

Embora existam mais de 1.200 espécies conhecidas, as mais comuns no Tocantins e em Palmas, responsáveis pela maioria dos casos de acidente, são os escorpiões marrons (Tityus bahiensis), os pretinhos, principalmente do gênero Bothriurus sp. Mas com o aparecimento, do Tityus Serrulatus, um dos mais venenosos, a preocupação aumentou, explica o biólogo da UVCZ, Anderson Brito. “Essa é a espécie de maior perigo em todo Brasil, sendo a principal causadora de óbito, principalmente em crianças de até nove anos”, alerta.

 

O especialista explica ainda que os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns no verão. Em caso de acidente com essa espécie de escorpião, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) é que a pessoa procure com urgência uma das Unidades de Pronto Atendimento (Upas) ou os hospitais públicos, pois somente estas unidades dispõem do soro para inibir o veneno do escorpião Tityus Serralatus. Outra orientação importante, é que se possível a pessoa capture o escorpião para levá-lo para a identificação da espécie na UVCZ.

  

O biólogo alerta ainda que quando a pessoa é picada pelo animal é fundamental que ela seja avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado. “Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão e a gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade da pessoa atingida”, destaca.

 

Quando há registros do aparecimento de escorpiões e de uma pessoa picada, a Unidade faz uma busca ativa para ver se há mais escorpiões nas proximidades do local do acidente.  Foi o que ocorreu na residência do Lesliê Cardoso da Silva, onde foram encontradas três espécies do escorpião venenoso. “O primeiro encontramos no banheiro de casa. Dias depois achamos mais um na sala, foi quando a minha esposa que é bióloga capturou e levou até o CCZ. Em seguida, os agentes vieram na nossa casa e encontraram mais um”, conta o morador dizendo que casal ficou bastante preocupado, e agora com os cuidados redobrados.

 

Anderson Brito explica que mesmo que a pessoa não tenha sido picada, a orientação é para informar a Vigilância, a fim de que seja feita uma avaliação do local. O telefone para contato na unidade é 3218-5448.

 

Segundo a gerente da UVCZ, Betânia Costa, não há desinsetização eficaz contra o aracnídeo, devido ao hábito do escorpião de se esconder em frestas de paredes, embaixo de caixas, papelões, pilhas de tijolos, telhas madeiras, em fendas e rachaduras de solo além da sua capacidade de não se mover por meses. “Este tipo de animal permanece por longos períodos em abrigos naturais que impedem a ação do inseticida, além de ficarem por muito tempo com o estigma pulmonar fechado”, lembrou.

 

Prevenção

 

Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los; manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha; ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados; manter berços e camas afastados das paredes, no mínimo 10 cm, e evitar que mosquiteiros e roupas de cama esbarram no chão.


É importante também tomar cuidado especial ao encostar-se em locais escuros e úmidos e com presença de baratas; rebocar paredes e muros que apresentem vãos e frestas; vedar soleiras de portas com rolos de areia; usar telas em ralos do chão, pias ou tanques; acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões; realizar roçagem de terrenos.


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