Saturday, 06 de June de 2020

ESTADO


Meio Ambiente

Naturatins participa de conservação de nascentes em aldeia Xerente

05 Apr 2020
Edvaldo Xerente Naturatins participa de conservação de nascentes em aldeia Xerente

Mais de 500 mudas de palmeiras nativas da região – buriti e bacaba – foram plantadas na área da nascente Kâtoprere, afluente do rio Tocantins, próxima à Aldeia Porteira, no município de Tocantínia. A realização da atividade aconteceu no início de março e  já totalizam 4,8 mil mudas, todas produzidas no viveiro instalado na Aldeia Porteira, da comunidade Xerente.

Segundo o gerente de Suporte de Desenvolvimento Sócio-econômico do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Rodrigo Casado, o plantio das palmeiras faz parte de um projeto maior, o Progeta Porteira (Projeto de Gestão Territorial e Ambiental da Aldeia Porteira), realizado numa parceria entre Naturatins, Fundação Nacional do Índio (Funai), Associação Indígena Nrozawi, Ibama/PrevFogo e Prefeitura Municipal de Tocantínia. O objetivo principal é fazer a gestão da área territorial da Aldeia. “O projeto prevê também a recuperação de três áreas de relevância ambiental para a aldeia”, explica Casado.

Conforme Casado, as parcerias do Progeta Porteira foram formalizadas por meio de Acordo de Cooperação Técnica e a o Instituto contribui exatamente com apoio técnico, fornecendo mão  de  obra qualificada, como engenheiros ambientais e florestais, além de viveiristas, que auxiliam nas técnicas de produção das mudas.

A meta da Associação Indígena Nrõzawi, gestora do Progeta Porteira, é produzir e replantar até o final deste ano 10 mil mudas. “Nós disponibilizamos três técnicos viveiristas para ensinar aos membros da comunidade indígena todo o processo de produção e, hoje, eles próprios estão cuidando do viveiro, que tem apresentado bons resultados”, reforça Casado.

De acordo com o presidente da Associação Indígena Nrozawi, Devanir Sawrepte Xerente, até março o viveiro produziu, além das palmeiras, mudas de diversas espécies de árvores frutíferas do cerrado, entre as quais caju, oiti do cerrado, aroeira e mangaba. Ele resalta que toda a produção será utilizada para recuperação de áreas degradadas e proteção das nascentes localizadas no território da Aldeia.

Devanir Xerente diz que o trabalho realizado neste projeto é muito importante porque envolve toda a comunidade da aldeia, desde os mais jovens até os anciãos. O trabalho está sendo feito no sentido de verificar como a natureza está, desde o solo, a pesca, a caça e tudo que possa contribuir para a sobrevivência da cultura tradicional Xerente.

O Projeto de Gestão Territorial e Ambiental da Aldeia Porteira é financiado por recursos do Banco Mundial, via edital DGM FIP Brasil (Mecanismo de Doação Dedicada), com recursos na ordem de R$ 198 mil para conservação de três nascentes, construção do viveiro e também de uma casa de Cultura e Etnomapeamento da Aldeia Porteira.

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