Sunday, 15 de September de 2019

ESTADO


Inovação

Pesquisa analisa resistência de Pragas a inseticidas

03 Jul 2008

O Tocantins é um dos maiores produtores de arroz do Brasil. De acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Estado conta hoje com uma área de aproximadamente 156 mil hectares plantados, e colheu mais de 431 mil toneladas na safra 2007/2008.

No entanto, cerca de 10% da produção do arroz tocantinense pode ser comprometida por causa da ação da Sitophilus zeamais, uma praga conhecida popularmente como caruncho, que ataca grãos armazenados.

Para controlar esta doença, é utilizada uma grande quantidade de inseticidas. Mas nem sempre o uso desses produtos garante o sucesso no combate ao inseto, pois o caruncho desenvolve uma resistência natural aos venenos, conforme constatação feita pelo pesquisador da Unitins Agro, doutor em Entomologia, Daniel Fragoso.

Para analisar esse fenômeno, o pesquisador Daniel Fragoso desenvolveu a pesquisa “Resistência a inseticidas em pragas de grãos armazenados”. Na primeira fase do estudo, com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Tocantins, a pesquisa constatou que, no Estado, existem populações de caruncho que não morrem com o uso de produtos químicos.

O estudo analisou os grãos de arroz produzidos e armazenados na região de Formoso do Araguaia, no sul do Estado. De acordo com o pesquisador, uma alternativa para resolver o problema seria a “Implantação de um programa de manejo dessa resistência, verificando qual tipo de caruncho apresenta resistência a determinado produto. A partir daí, seria alterada a fórmula do inseticida, para que haja uma ação diferente na praga”, orienta o pesquisador.

Porém, na atual fase da pesquisa, o doutor Daniel Fragoso está tentando quebrar a resistência da praga. O estudo é realizado no Centro de Pesquisa da Untins Agro, em Palmas, e conta com o apoio do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Segundo Daniel Fragoso, a idéia da pesquisa surgiu depois de verificar os altos custos no controle do inseto no Tocantins, e a pouca eficiência dos produtos utilizados. “Com isso, o produtor acaba aplicando doses extras ou substituindo por um inseticida mais tóxico, o que pode deixar resíduos nos grãos, comprometendo a saúde das pessoas que trabalham na aplicação do veneno, e principalmente dos consumidores”, concluiu o pesquisador.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Tocantins, Osmar Nina Garcia Neto, informou que o Governo do Estado está concentrando esforços para apoiar as pesquisas com características regionais. Prova disso foi o envio recente do projeto “Estruturante” à Finep - Financiadora de Estudos e Projetos. O valor do projeto é de R$ 8 milhões, e a Secretaria aguarda a aprovação ainda este ano. “O nosso objetivo é contribuir com a construção de laboratórios e compras de equipamentos para instituições que promovem pesquisas em nosso Estado” ressaltou Osmar Nina.

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