Saturday, 25 de May de 2019

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Ciência e Tecnologia

Plantas do cerrado podem ser utilizadas no combate a doenças; Veja os detalhes

05 Aug 2009

A cidade de Araguaína, a 365 km de Palmas, fica situada numa região de transição entre o cerrado e a floresta amazônica; no lugar existe uma imensa quantidade de palmeira de babaçu. Os pesquisadores acreditam que na região há uma variedade de plantas com poder de curar várias doenças.

Com o objetivo de aproveitar este potencial uma equipe formada por sete pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical do Tocantins está desenvolvendo uma pesquisa sobre, “a atividade antimicrobiana de plantas do Tocantins”. A pesquisa vai avaliar o poder medicinal de espécies como a mangaba, mangabeira brava, gervão, própolis produzido pela abelha e até de uma substância extraída da rã.

Segundo o pesquisador Hebert Lima Batista, que é mestre em farmacologia, a idéia é aproveitar o potencial vegetal do estado para descobrir novos medicamentos com capacidade de matar bactérias que provocam infecções na garganta, ouvido, na pele, intestinos. Ele informa ainda que as plantas são colhidas no cerrado e depois levadas para o laboratório da FMT, onde são processadas, secadas e trituradas até se tornarem pó. “Depois o pó das plantas é misturado com um solvente que vai isolar somente a substância que tem o potencial de matar as bactérias”, explica.

No caso do gervão, estudado pelo pesquisador Adriane de Andrade, é extraído o óleo onde fica concentrado o princípio ativo da planta.

 

Testes laboratoriais

Depois dessas etapas se inicia a fase de testes laboratoriais, que é realizado pela pesquisadora Alessandra Gonçalves Krakhecke, mestre em microbiologia. Ela faz vários testes submetendo as bactérias e fungos às substâncias retiradas das plantas, e observa o efeito que as substâncias são capazes de provocar. “No primeiro teste já verificamos um pequeno sinal positivo, agora estamos fazendo experimentos mais específicos”, informa krakhecke. 

Também já foi constatado nas primeiras análises que as substâncias mostraram bons resultados no combate às bactérias que provocam a gastrite, infecção de garganta e até tuberculose.

A pesquisa teve inicio em 2004, a FMT, é uma das instituições beneficiadas pelo Programa “Estruturante”, que tem objetivo de equipar as Instituições de Pesquisas do Estado, estruturando laboratórios com novos equipamentos de pesquisa, e veículos, por exemplo. O Programa é desenvolvido pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Tocantins em parceria com a FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos. O valor do investimento é de R$ 3.321.835,00 no primeiro convênio firmado em 2006, já no ano de 2008 outro convênio foi assinado entre a Secretaria de C&T e a FINEP, no valor de R$ 8.288.259,94.

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