Tuesday, 07 de July de 2020

ESTADO


Fevereiro

TO tem o terceiro melhor resultado proporcional na geração de empregos

20 Mar 2009

Em fevereiro de 2009 o saldo da geração de empregos no Brasil foi de 9.179 postos com carteira assinada, representando um crescimento de 0,03% sobre o estoque de assalariados celetistas do mês anterior. Esse comportamento favorável, embora modesto, demonstra uma importante reação do mercado de trabalho formal brasileiro após três meses consecutivos de resultados negativos. Vale ressaltar que o número de admissões no segundo mês do ano foi de 1,23 milhão de pessoas, patamar superior ao verificado em janeiro (1.216.550). O Tocantins apresentou o terceiro melhor resultado proporcional da série, com um saldo de +1.027 postos ou +0,96% (ver dados totais abaixo). 

O número de desligamentos em fevereiro (1.224.375) foi inferior ao do mês anterior, representando declínio de 7,13% e reforçando a mudança da curva da empregabilidade no país. Foi o que divulgou esta quarta-feira o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva à imprensa, em Brasília, para apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

"A minha expectativa é que março será o mês da virada. O saldo negativo dos últimos três meses não se repetiu em fevereiro e eu acredito que a reação do mercado, a diminuição das demissões e o aumento do salário-mínimo serão determinantes para que a geração de empregos se recupere mais ainda no próximo mês e tenhamos o acumulado de 2009 já positivo. Diversos cenários apontam para isso e eu continuarei sendo um otimista, confiando na economia do Brasil. O nosso país está sendo um dos primeiros a mostrar que saiu da crise", disse Lupi.

 

Setores

Entre os oito grandes setores de atividade econômica, cinco apresentaram desempenho positivo no mês de fevereiro: Serviços, Construção Civil, Agricultura, Administração Pública e Serviços Industriais de Utilidade Pública.

O setor de Serviços obteve o quarto melhor desempenho para o mês em toda a série do Caged: foram 57.518 novos postos de trabalho (0,45%), impulsionado principalmente pelo ramo de Ensino (+35.389 postos ou +3,02%, com desempenho recorde, em termos absolutos e relativos), Alojamento e Alimentação (+13.355 postos ou +0,29%) e pelo ramo de Serviços Médicos e Odontológicos (+5.666 postos ou +0,43%), este com saldo recorde e segundo maior percentual de crescimento da série do Caged.

A Construção Civil obteve saldo positivo de 2.842 postos (0,15%), a Agricultura respondeu por 957 postos a mais (0,06%) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública pelo acréscimo de 807 vagas (0,23%).

A Indústria de Transformação ainda manteve a trajetória decrescente, ao  registrar perda de 56.456 postos (- 0,77%): concentrados em dez de seus 12 ramos de atividade. Os três maiores saldos negativos foram: Indústria de Material de Transporte (-12.986 postos ou -2,61%), Indústria Metalúrgica (-12.001 postos ou -1,63%) e Indústria Mecânica (-8.856 postos ou -1,69%).

Em sentido oposto, merecem destaque pela recuperação a Indústria de Calçados (+2.719 postos ou + 0,87%) e a Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+1.634 postos ou +0,51%), que mantiveram a reação iniciada em janeiro.

O setor Comércio embora continue com desempenho negativo (-10.275 postos ou -0,15%) aponta uma  redução no ritmo de queda em relação ao mês anterior (-50.781 postos), evidenciando uma  reação superior à ocorrida nos mesmos períodos dos últimos anos anteriores, que em média gira em torno de  uma variação de 20 mil empregos.

 

Regiões

Houve elevação no nível de emprego em três das cinco regiões brasileiras. Centro-Oeste (+19.039 postos ou +0,82%), com o terceiro melhor saldo da série do Caged, Sul (+8.915 postos ou +0,15%) e Sudeste (+4.146 postos ou +0,02%). A Região Nordeste, por motivos sazonais relacionados às atividades da Agroindústria, apresentou redução de 16.692 postos (-0,35%) e a Região Norte (-6.229 postos ou -0,48%), devido ao desempenho negativo da Indústria de Transformação e da Construção Civil.

 

Estados

Nas Unidades da Federação, os destaques positivos ocorreram em Goiás (+8.058 postos ou +0,94%), segundo melhor resultado em termos absolutos; Santa Catarina (+5.674 postos ou +0,36%); Rio de Janeiro (+5.480 postos ou +0,17%) e Mato Grosso (+5.378 postos ou +1,13%).

Merecem ainda destaque o Distrito Federal (+3.395 postos ou +0,57%), segundo melhor saldo e terceiro melhor crescimento relativo; Rondônia (+1.598 postos ou +0,95%), com saldo recorde de geração de empregos, e o Tocantins (+1.027 postos ou +0,96%), com o terceiro melhor saldo da série. 

 

Interior x área metropolitana

As Grandes Regiões municipais apresentaram recuperação de postos de trabalho celetista de 0,06%, resultante da criação de 8.664 empregos, bem mais favorável que o observado para o interior desses aglomerados urbanos (-0,04% ou -4.419 postos). O destaque positivo das áreas metropolitanas ficou com o Rio de Janeiro (+8.388 postos ou +0,35%), sendo que os interiores dos aglomerados urbanos do Paraná (+2.461 postos ou +0,19%) e do Rio Grande do Sul (+ 2.009 postos ou +0,17%) obtiveram os melhores desempenhos.

A maior perda ocorreu na Grande Salvador (-1.219 postos ou -0,17%) e no que se refere ao interior, no estado do Pará (-3.276 postos ou -1,20%).

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