Friday, 03 de July de 2020

ESTADO


Saúde

Tuberculose: resistência da bactéria no país é de apenas 1,4%

30 Mar 2009

Pesquisa realizada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde aponta que apenas 1,4% dos pacientes apresentam resistência às drogas antituberculose. A resistência, em geral, é conseqüência da falta de adesão ao tratamento, que leva seis meses e apresenta efeitos colaterais, tais como náuseas e mal-estar. “As bactérias ficam resistentes aos medicamentos que são mal utilizados”, explica o coordenador geral do PNCT, Draurio Barreira.

O 2º Inquérito Nacional de Resistência aos Medicamentos Antituberculose foi realizado pelo PNCT durante dois anos, em 2007 e 2008, no Distrito Federal e em cinco estados do país: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, com uma média de 20 municípios por Estado. Em linhas gerais, consistiu em teste laboratorial com os antibióticos existentes no material pulmonar coletado dos pacientes. Participaram da amostragem 12.341 pessoas.

Este é o segundo inquérito realizado no Brasil sobre o tema. O primeiro foi há dez anos e apresentou resistência semelhante, em torno de 1,2%. “Isso significa que temos boas perspectivas de controlar um problema que é crescente no mundo. Tudo indica que no Brasil se estabilizou”, comenta Barreira.

Os resultados preliminares do estudo brasileiro foram apresentados no Congresso Internacional de Tuberculose, realizado em outubro de 2008 na França, onde teve grande impacto. Os cientistas presentes demonstraram surpresa, já que a maior parte dos países em desenvolvimento apresenta taxas de resistência muito elevadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média mundial de resistência é de 5%. As maiores taxas estão nos países do Leste Europeu, sendo de 25% no Azerbaijão, 20% na Moldova e 16% na Ucrânia.

No próximo dia 1ª de abril, ministros dos países com elevado índice de tuberculose fármaco-resistente se reunirão em Pequim, na China, para buscar uma solução para esse problema. O encontro é organizado pela OMS, pelo Ministério da Saúde da República da China e pela Fundação Bill& Melinda Gates. O Brasil estará representando por um dos consultores do PNCT.  

 

TRATAMENTO

A partir do segundo semestre de 2009, o Sistema Único de Saúde (SUS) contará com novo medicamento para tratar a tuberculose. Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo esquema terapêutico aumentará o número de drogas de três para quatro e reduzirá a quantidade de comprimidos diários de seis para dois. Trata-se da chamada DFC (dose fixa combinada) ou “quatro em um”, como é popularmente conhecido.

O primeiro lote do medicamento está previsto para chegar em junho, vindo da Índia, país com o qual o Brasil firmou contrato de transferência de tecnologia para começar a produzir as drogas.

Com a mudança no esquema terapêutico, espera-se aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento. Hoje, 8% deles o abandonam antes da cura, induzindo à resistência. A taxa de abandono preconizada pela OMS é de menos de 5%. Assim a DFC vai combater a resistência do bacilo de Koch aos medicamentos atualmente ministrados, uma vez que favorece a adesão.

 

HISTÓRICO

A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (mycobacterium tuberculosis) que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna.

Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada pelo bacilo de Koch e que nove milhões delas adoecem por ano. A incidência mundial é de 140 casos por 100 mil habitantes. No Brasil, a incidência é de 38,5 por 100 mil habitantes. Em números absolutos, há 72 mil novos casos por ano, o que o inclui na lista dos 22 países que concentram 80% de todos os casos do mundo, segundo a OMS.

Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global. Dez anos depois, em 2003, foi incluída entre as prioridades do Ministério da Saúde do governo brasileiro, que investiu somente no ano passado US$ 69,1 milhões no controle da doença, orçamento ampliado em mais de 13 vezes nos últimos sete anos.

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