Monday, 18 de November de 2019

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Cinema

“Briga” entre Getúlio e Palmas Shopping deve render novos capítulos

24 Jun 2008

Procurada por nossa equipe, a superintendente do Palmas Shopping, Elmecy Duarte, afirmou ao jornal O GIRASSOL - em reportagem veiculada na Edição 227 - que Getulio Vargas não retornaria ao núcleo de prestadores de serviços do Shopping, visto que havia adquirido uma dívida de 400 mil pelos 6 anos de inadimplência na locação no imóvel.

Na última semana, Getulio resolveu falar mais abertamente sobre o assunto com a nossa reportagem. Segundo ele, o recurso que acionou na Justiça está em tramitação em primeira instância, e adiantou que a resposta do processo Judicial de Segurança e Apelação contra o Palmas Shopping se finda ainda esta semana. Vargas afirmou que não tem dívida alguma com o Palmas Shopping, tampouco descarta a possibilidade do Cine Blue voltar a reger o cinema no local. “A minha relação com o Shopping é de credor, não de devedor. Espero que a Justiça prevaleça e que reconheça este equívoco para que possamos voltar a administrar o cinema. Pretendo ser indenizado pelo Palmas Shopping e pelo Estado sobre tudo aquilo que foi destruído. Eu considero que a Justiça agiu de maneira incoerente, tanto que teve que rasgar o Código Civil e a Constituição Brasileira para decidir assim”. Vargas quer que o Palmas Shopping reverta, em dinheiro, todos os bens destruídos na ação que, segundo ele, “não passou de um crime” de ordem pessoal.

Getúlio repudiou a forma como retiraram os móveis e equipamentos do local. Para ele, isso foi uma mostra da displicência e do despreparo da atual gestão, e afirmou que o inconveniente trata de particularidades e até entraves políticos com a administração. Intrigado, Getulio diz estar disposto a recuperar todos os equipamentos, inclusive a Parede de Exaustão Acústica, que, segundo ele, custou cerca de 120 mil e foi levada abaixo.

Questionado sobre o período de inadimplência do imóvel, ele explanou que o antigo administrador do Shopping havia concordado em quitar o aluguel dos anos seguintes, pressupondo a reestruturação do imóvel, a reforma da cobertura e o abatimento de 96.700 mil cedidos por Getulio para a construção do prédio que hoje funciona o Palmas Shopping.

Na última semana, Elmecy não quis entrar em detalhes sobre a ação e reafirmou com veemência que a empresa Sigma Diversões e Eventos Ltda. não voltaria em hipótese alguma a exibir seus filmes no Palmas Shopping. “Estamos em fase de negociação com nova administradora e realizaremos, em breve, várias operações - inclusive a de reforma do local”, assegurou, sem, no entanto falar o nome da empresa negociante, nem sobre as fases da liminar judicial, que, segundo ela, está por conta da Justiça.

Getúlio afirmou que não sofre descrédito pelo episódio, ao qual se referiu como “vandalismo” e garante que o novo empreendimento trará sérias conseqüências aos clientes e lojistas do Palmas Shopping. “Eu quero ver aquele Shopping ficar na poeira”, ironizou.

 

Entenda o caso

O único cinema da capital está com as portas fechadas (funcionando, em alguns dias, na Sala Sinhozinho do Espaço Cultural), desde o mês passado, em virtude da ordem de despejo expedida pelo juiz da 5ª Vara Cível, Lauro Augusto Moreira Maia. O Cine Blue funcionava no segundo piso do Palmas Shopping desde outubro de 1996. E, de acordo com a administração Shopping, dois anos após a inauguração, a Sigma Diversões e Eventos Ltda., empresa proprietária do cinema, deixou de pagar o aluguel do imóvel. No dia seguinte ao episódio, freezers, balcões, cartazes dos filmes, móveis e equipamentos foram retirados do local e levados para o depósito do Palmas Shopping, que passou a ser o fiel depositório dos bens até o final do processo.

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