Wednesday, 17 de July de 2019

GERAL


Crítica

Boêmios, intelectuais & outros bichos

03 Jun 2008

Se considerarmos que as transformações histórico-culturais do século XX ocorrem no Brasil – mais especificamente no eixo São Paulo-Rio – quase sempre vinte anos mais tarde que nos Estados Unidos, mudanças decorrentes do processo de modernização e das circunvoluções do capitalismo tardio, e devidamente adaptadas ao nosso subcapitalismo periférico, um livro como Os Últimos Intelectuais, do historiador norte-americano Russel Jacoby, se torna bastante esclarecedor, uma vez que trata do desaparecimento do “intelectual público” – o autodidata culto sem formação acadêmica – que, ao migrar em massa para as universidades após Segunda Guerra, desaparece da cena pública norte-americana sem deixar sucessores.

Através dele é possível fazer algumas conexões e começar a entender a chamada Extinção do Pensamento, presente nos textos de Paulo Arantes, e o Silêncio dos Intelectuais, dos seminários de Adauto Novaes, fenômenos observados entre as décadas de 90 e 2000. Mas voltando a Jacoby, este ressalta que o ponto crítico não é a novidade da situação, mas sua amplitude: quando – antes de 50 – as universidades americanas ocupavam apenas um certo espaço da vida cultural, seus defeitos e virtudes significavam uma coisa, mas quando – depois de 60 – elas dominaram toda a área, suas regras se tornaram As Regras.

Os últimos intelectuais a que se refere o autor são os críticos literários, filósofos e economistas norte-americanos que surgiram nas décadas de 30-40, como Edmond Wilson, Mary MacCarthy, Munford, Galbraith, Daniel Bell, Norman Mailer, Noam Chomsky, Susan Sontag, que dirigiam seus trabalhos a um público amplo e esclarecido. Mas os intelectuais das últimas gerações – os nascidos a partir da década de 40 – emergiram numa sociedade em que a identidade entre as universidades e a vida intelectual era quase completa. Nos Estados Unidos, ser intelectual significava ser um professor.

Evidentemente, textos acadêmicos ininteligíveis não constituem novidade, mas para Jacoby a questão não é o talento, coragem ou postura política, mas o fato de não ter surgido a oportunidade para dominarem uma linguagem pública; conseqüentemente, seus escritos não tiveram impacto público.

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