Friday, 18 de October de 2019

GERAL


Segurança

Cães policiais ajudam a desvendar crimes e salvar vidas

12 Mar 2009

Para muitos, os cães são os melhores e mais fiéis amigos do homem. Mais uma prova dessa amizade e relação de confiança é a maneira como os cães policiais se empenham na defesa de seus condutores obedecendo a ordens, desvendando crimes e até salvando vidas.

O Canil da Policia Militar de Palmas, fundado há três anos, conta hoje com 18 cães das raças Pastor Alemão, Pastor de Milinois, Dobermann, Labrador, Rottweiler, e uma Pitbull. Ao todo, 13 policiais cuidam dos animais, alimentando e treinando para operações que envolvem faro de drogas, faro de explosivos, faro de armas, busca e captura e patrulhamento.

No estado, além de Palmas, há ainda um canil na cidade de Gurupi, comandado pelo batalhão da capital, que abriga cães treinados para faro de drogas e patrulhamento. No entanto, um dos principais objetivos da PM é a ampliação do canil em Gurupi e a criação de um canil em Araguaína para desenvolver operações em toda a área do município.

Para o subtenente Rangel, fundador do canil de Palmas, a importância dos animais para as ações da PM é, principalmente, evitar o uso de armas durante as operações, já que os mesmos são treinados para imobilizar e atacar sob o comando do policial condutor. O canil da PM atua em parceria com a Polícia Civil do Estado, e com a Polícia Federal.

O treinamento dos animais e dos policiais que atuam ao lado deles é diário. De acordo com o subtenente, o treinamento dos policiais também deve ser intenso para que consigam adquirir um condicionamento físico suficiente para acompanhar os cães nas missões. Cada policial treina seu cão de acordo com a área de atuação de cada animal. Para o treinamento dos cães de busca, captura e patrulhamento, por exemplo, é usada uma roupa especial chamada “bite suit”, uma espécie de macacão que permite o ataque do animal contra o treinador, protegendo o mesmo de possíveis ferimentos.

Os policiais que trabalham no canil participam de cursos para capacitação técnica e profissional, tudo isso “com intuito de proporcionar segurança ao cidadão tocantinense e os demais brasileiros de outros estados que residem no estado”, explica o Major Wagner, do Primeiro Batalhão de Comando Geral da Polícia Militar. Em 2008, os policiais realizaram cursos de cinitecnia, faro de drogas, faro de explosivos, busca e captura e busca de pessoas em áreas colapsadas.

O cão mais antigo no canil é o Refler, um Pastor Alemão que já atuou em operação de contensão realizando um adentramento no presídio, além de acompanhar as equipes que fazem segurança em estádio de futebol e praças esportivas. Mas as missões dos pequenos heróis não acabam por aí. Os animais já atuaram em missões no interior do estado nas cidades de Araguaina, Porto Nacional, Gurupi, Colinas, Paraíso, Palmeirópolis, Taguatinga, Lagoa da Confusão e no entorno de Palmas, além de outros estados, como Goiás e Bahia.

Os cães policiais são adquiridos com idades entre 2 e 3 meses já vacinados e passam por uma seleção para que seja avaliada a aptidão de cada um. Geralmente os cães se aposentam com idades entre 10 e 12 anos de serviço e, após aposentados, são doados aos seus condutores ou oferecidos para adoção. O subtenente explica que em Palmas este processo ainda não aconteceu devido ao tempo de existência do canil e da  idade dos animais.

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