Sunday, 15 de September de 2019

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A mulher forte do cr

Coluna "O TO é de quem faz", traz Marisa Maracaípe

11 Feb 2009

O calor daquela manhã dava início a mais um dia normal em Palmas. O prédio da Superintendência do Banco da Amazônia era o destino da entrevista. Aguardei cinco ou seis minutos na recepção, um frio de matar. Minha companhia era um grande silêncio, vez por outra quebrado pelo barulho do condicionador de ar. Os passos apressados de uma senhora no corredor central chamaram minha atenção. Era Marisa Helena Miranda Maracaípe, minha entrevistada. “Vamos lá?”, convidou. Entramos em uma sala ampla e arejada. Marisa sentou-se numa poltrona como quem iria falar de negócios. Retruquei: “Marisa, hoje não iremos falar de financiamentos, de investimentos, nada institucional. Iremos falar de você”. A notícia a fez esboçar um tímido sorriso, mas logo acrescentou: “Então vamos lá!”.

Marisa é natural de Conceição da Barra de Minas (MG), há 223 km de Belo Horizonte. Passou grande parte de sua infância na zona rural de Miracema, onde, com seus pais e seus onze irmãos, cuidava da lavoura. “Eu posso dizer que nasci em berço de ouro. Meus pais tinham boas condições financeiras, tanto que pude estudar e me formar”. Marisa completou o Ensino Médio na Escola das Irmãs Dominicanas, em Porto Nacional e se formou em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Luterano de Palmas, aos 52 anos, num belo exemplo de perseverança.

No Banco da Amazônia, Marisa iniciou a carreira como coordenadora de Operações da Superintendência. “Tenho 34 anos de carreira, e pude presenciar toda uma história de conquistas do Banco da Amazônia. Enfim, eu vi essa cidade crescer”, orgulha-se.

O Banco da Amazônia nasceu em 9 de julho de 1942, com o nome de Banco de Crédito da Borracha. Na região que hoje é o Estado do Tocantins, a empresa chegou por volta de 1940, no município de Natividade. “O Banco cresceu junto com o Estado. Hoje temos quatorze agências e um Posto de Atendimento, todos somam 274 funcionários. Temos o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), que, além de tudo, é uma conquista dos brasileiros”, relatou, ao abordar uma das maiores linhas de crédito da região.

Sobre o porquê de ter escolhido o Estado para morar e constituir carreira profissional, Marisa arremata: “Eu não me arrependo em nenhum momento de ter lutado para trabalhar aqui. Arrependo-me apenas de não ter dado tempo necessário para a minha família”, disse, e logo emendou: “Aqui realizei vários sonhos e ainda quero realizar muito mais”.

A superintendente vive em Palmas há 15 anos. Na Capital, ganhou os netos Ana Paula, Pedro Gabriel e Felipe. Marisa é uma das filhas do Brasil que escolheu este Estado para viver e crescer. Ela é uma “tocantinense que faz”.

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