Thursday, 17 de October de 2019

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WEB

Hackers têm preferência por sites institucionais

19 Feb 2009

Somente em dezembro do ano passado dois sites de entidades religiosas nacionais foram alvos de hackers do Tocantins. O site da Comunidade de Obreiros da Tardinha (COT) - associação católica, sem fins lucrativos – foi alvo do hacker denominado como “M4C4CO (macaco) do Tocantins”. De acordo com a entidade, o invasor não publicou imagens, nem apagou ou inseriu mensagens, apenas informou ao administrador do site erros internos que poderiam ser alvo de hackers mal-intencionados.“Um caso atípico”, explica o programador de websites Gian Carlos Ladeira, que estuda estratégias de piratas de computador, em entrevista a O GIRASSOL. “Na maioria das vezes os invasores protestam, inserem imagens pornográficas e até tiram o site do ar”, explica.

Nos últimos anos, os piratas de computadores têm utilizado ferramentas inéditas para invasão de sites de quem investem milhões em segurança. “Os sites do governo se tornaram um desafio para os hackers”, explica Gian. Só para o leitor ter uma ideia, no ano passado, os sites do Governo do Estado do Paraná registraram o maior número de invasões por hackers. Já o ataque mais ousado foi registrado em outubro, no site do Diário Oficial do Governo do Rio Grande do Norte, quando um hacker postou a seguinte mensagem: “Sistemas são feitos por homens, e esses como sabemos estão longe da perfeição, logo não existe nenhum sistema perfeito, e é ai que nós entramos”, ironizou.

No Tocantins, de acordo com a Coordenadoria de WEB, os sites do governo do Tocantins têm registrado diversos ataques de rackers, mas a pasta não entrou em detalhes sobre as invasões. Segundo Rogério Martins, coordenador de websites da Diretoria de Informações Integradas da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), os sites recebem mais de 4.000 acessos diários, de internautas e até de hackers dispostos a infringir o sistema de segurança. Para evitar um maior número de invasões diárias, de acordo com Martins, “foram implementadas ferramentas de segurança de rede, como utilização de firewall, monitoramento dos acessos e de possíveis tentativas de invasão, além da adoção de técnicas de programação nos sites que dificultam as pretensas invasões”.

Todo o aparato de segurança no Estado é para evitar casos como o da Assembleia Legislativa, em 2005. Quem acessou a página www.al.to.gov.br no início do mês de outubro daquele ano se deparou com uma pichação virtual que dizia "Xô Corrupção/Mensalão PT" no lugar do site do poder legislativo do Estado. A mensagem foi assinada por MeGaByTeS2lk, com a frase "Não somos corruptos como os políticos!!!". A página da Assembleia passou vários dias fora do ar.

Para o programador de websites Gian Carlos Ladeira, “embora nunca sejam divulgados os registros de ataques no sites do Governo do Estado, eles acontecem constantemente. Por mais que se invista em segurança há sempre alguém disposto a burlar estratégias”, finalizou.

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