Thursday, 22 de August de 2019

GERAL


O jovem é vítima tanto quanto as vítimas que fazem no trânsito

17 Dec 2008

Pascua Lourença de Souza*

Manoel Messias Dias Pinto*

João Luis Xavier de Souza*

Meceno Ferreira Neto*


Dentro das causas de mortes por traumas no Brasil, o trânsito aparece em segundo lugar como causa de mortes, e o jovem ocupa a maior parte desse índice, há jovens envolvidos em cerca de 50% dos acidentes de trânsito.

Analisando esse histórico, nos perguntamos: onde está o erro? A culpa é de quem? O que podemos fazer para melhorar essa realidade brasileira? Onde em média 220 vidas são ceifadas diariamente no trânsito, por diversos fatores, inclusive, desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro.

Os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito (SNT), dentro de suas respectivas circunscrições, desenvolvem campanhas educativas com o intuito de sensibilizar as pessoas para um comportamento mais adequado no trânsito.

O trânsito é um espaço público em que estão inseridos diversos tipos de indivíduos e diversas culturas, cheias de vícios, muitos deles de origem familiar, que  deságuam todos nesse ambiente de conflitos permanentes.

As políticas públicas para essa área deixam muito a desejar, pois são tratadas de forma pontual, carecendo de um projeto educacional para o trânsito, sistemático e contínuo a médio e longo prazo. Os jovens necessitam de um acompanhamento mais específico, inclusive de um diagnóstico dos órgãos responsáveis pela formatação e implantação de políticas públicas que formem cidadãos conscientes de seus direitos e obrigações enquanto ser construtor e partícipe de uma sociedade.

Não obstante a esse processo, convém salientar que os jovens não são os únicos responsáveis por essa dantesca realidade. É prudente entender que “O JOVEM É VÍTIMA TANTO QUANTO AS VÍTIMAS QUE FAZEM NO TRÂNSITO”, pois, desde a sua infância, observam os maus comportamentos dentro de suas residências e nos meios em que convivem dentro da sociedade.

Para tanto, não podemos nos acomodar e achar que esse cenário é normal e natural, devemos ser críticos de nós mesmos, entendendo que o jovem é vítima de uma cultura que o pressiona a buscar atenção e exibir-se para ser aceito no meio social como um todo. Devemos cobrar dos órgãos responsáveis uma nova postura, que atenda essa necessidade (urgente) de mudança de foco nas ações educativas, de fiscalização e engenharia no trânsito.

Só assim, alcançaremos resultados dignos de um trânsito saudável, cidadão fraterno e coletivo, que dê ao Brasil um ir e vir com vida, ética e segurança.


(*) Pós-graduandos em Gestão e Segurança no Trânsito pelo ITOP

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