Monday, 11 de November de 2019

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Cotidiano

Pesquisa mostra que pais não sabem o que os filhos fazem na internet

05 Nov 2008

Pesquisa publicada pela ONG SaferNet e o Ministério Público Federal aponta que 53% das crianças e jovens tiveram contato com conteúdos agressivos e considerados impróprios para sua idade através da internet. O levantamento é inédito e contou com a participação de 1.326 internautas de todo o País.

O estudo revela também outras informações: 64% dos jovens usam a Web principalmente no próprio quarto, 80% preferem os sites de relacionamento, e 87% dos entrevistados disseram não ter restrições ao uso da Internet.

Para a psicóloga palmense Maria Verônica de Medeiros, a mídia oferece tecnologias e atrativos para qualquer pessoa, de qualquer idade. Ela explica que o grande risco no acesso à tecnologia é o fato de, nessa fase, o senso crítico ainda não estar tão aguçado ou maduro o suficiente. “Isso pode gerar uma perda nos valores familiares, morais, intelectuais e pessoais”, justifica.

Dra. Verônica aponta três fatores que contribuem para que as crianças e adolescentes acabem acessando conteúdos impróprios para sua idade. O primeiro e mais evidente deles seria a carência afetiva. A psicóloga explica que a falta de atenção dos pais acaba fazendo com que a criança e o adolescente busquem na internet a atenção que não têm em casa. “Os recursos são atrativos e distraem facilmente, suprindo essa solidão”, explica.

O segundo fator apontado pela psicóloga seria a ingenuidade, já que, nessa fase, a maturidade ainda é insuficiente para distinguir o bom e o ruim, assim como as conseqüências que certas atitudes podem acarretar. O terceiro ponto seria a curiosidade que acompanha a fase. “A criança e o adolescente estão em fase de desenvolvimento, de descoberta”, acrescenta.

Para evitar que o bem estar dos filhos seja ameaçado, muitos pais optam por instalar em suas máquinas os chamados filtros de acesso. Mas, para a psicóloga, o uso de recursos como o filtro não são cem por cento seguros. Sempre surgem programas e formas de acesso a conteúdos impróprios, que podem levar a criança, o adolescente e todos os membros da família a uma situação de risco.

Mas nada que um bom diálogo não resolva. Dra. Verônica ressalta que se deve estabelecer uma relação de confiança. Os pais devem orientar seus filhos sem agressividade, e ter conhecimento do que eles estão se envolvendo. A psicóloga ainda dá uma dica: o ideal é que os pais sentem com seus filhos e desenvolvam uma orientação acompanhada com responsabilidade e amizade, ao invés de deixar que o filho descubra o certo e o errado sozinho.

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