Saturday, 15 de August de 2020

GERAL


Plantas medicinais em segundo plano para os índios Xerente

03 Feb 2010

O processo de mudança cultural está transformando os costumes dos índios nas aldeias Xerente. Os remédios tradicionais é um dos elementos da tradição que esta ameaçada pelos remédios produzidos na indústria farmacêutica. Plantas medicinais já não são mais o forte desta etnia.

Existe ainda nesta comunidade, curandeiros e pajés com sabedorias e conhecimentos, capaz de curar sem qualquer custo, vários tipos de doenças utilizando somente os recursos naturais. Um simples chá da casca de angico pode eliminar a diarréia e a pneumonia. O sumo da folha de araçá resolve o problema da tosse e a febre. Mesmo com tantos recursos, a grande maioria dos índios Xerente preferem buscar tratamento com médicos formados nas universidades, que receitam remédios à base de produtos químicos. Essa preferência caracteriza a falta de credibilidade dos índios com os próprios parentes que mantém sua tradição na comunidade. Das experiências que adquiriram de outras gerações.

As opiniões se dividem entre os Xerente consumidores de remédios da farmácia e os conservadores (pajés e curandeiros). Estão sempre em conflitos quando o assunto é `qual o melhor remédio?`. No ponto de vista do Valci Sumekwa Xerente, 31 anos, da Aldeia Kripre, estudante universitário de Engenharia Ambiental, na Universidade Federal do Tocantins, a preferência é do remédio da farmácia. “Eu prefiro tomar remédio que tem comprovação científica, porque vai garantir a minha saúde e não um chá de uma planta que nunca foi comprovado cientificamente” disse. O Antônio Dawasi Xerente, 46 anos, pajé da Aldeia Salto, não concorda que a comunidade fica tão dependente de remédios convencionais. “Já curei muitas doenças com remédios que eu faço, sem precisar de consulta ou receita médica” afirma o Dawasi.

Uma febre ou gripe de uma criança que é tão simples de cuidar, os pais muitas vezes deixam de procurar o curandeiro da aldeia. E quando piora, leva seu filho para consultar com um médico. Isso é lamentável, porque é um povo rico em conhecimento e estão deixando de usar o que é mais sagrado da sua cultura. É preciso preservar essa tradição para não perder a identidade de ser índio. 

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