Thursday, 04 de June de 2020

GERAL


Operação Alínea 11

Polícia Civil deflagra “Operação Alínea 11” na região Central do Estado

08 Aug 2019
Divulgação Polícia Civil deflagra “Operação Alínea 11” na região Central do Estado

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou na manhã desta quinta-feira, 08, em Porto Nacional, a 60 quilômetros de Palmas, a Operação Alínea 11, que investiga a prática de associação criminosa, estelionato e receptação qualificada na região. A suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo financeiro às vítimas de mais de R$ 40 mil.

 

Na operação, conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Polícia de Porto Nacional, em parceria com a 4ª Delegacia do município (Luzimangues), foram cumpridos mandados de prisão temporária e preventiva e de busca e apreensão. A suspeita é que um grupo criminoso teria aberto uma empresa de fachada com o objetivo de adquirir produtos mediante emissão de cheques sem fundos, sendo revendidos no comércio local. O esquema funcionaria desde o início do ano, onde foram adquiridos e comercializados uma grande quantidade de cerveja em lata, inclusive durante as festividades do carnaval deste ano.

 

Operação

 

A Operação ganhou o nome de Alínea 11 em alusão aos procedimentos comumente realizados por estabelecimentos bancários onde, na compensação de cheques, identifica-se que a conta em questão possui insuficiência de fundos monetários para pagamento. 

 

Foram presos nesta quinta-feira, 08, quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher. Um deles inclusive já cumpre pena por homicídio na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional. As iniciais dos suspeitos são: W. J. T. S e J.C.N (presos temporariamente), M.A. L. C e H. P.N (presos preventivamente), sendo que este último já se encontra preso por outro delito.

 

Segundo o delegado Ricardo Real, responsável pela operação, as investigações iniciaram no início de maio, quando duas empresas procuraram a Polícia Civil informando que estariam sendo lesadas por cheques emitidos sem fundos na cidade. As vítimas seriam uma empresa de materiais de construção e uma distribuidora de bebidas em grande escala. “Houve um desfalque significativo para estas empresas. Concluímos que a organização criminosa atuava no mercado na compra de mercadoria, materiais de construção e fornecimento de bebidas”, afirmou.

 

O delegado ressaltou ainda que uma empresa de fachada na modalidade microempreendedor individual chegou a ser montada, contando inclusive com uma estrutura física alugada para o recebimento dos materiais adquiridos mediante a emissão dos cheques sem fundos.  “O produto do crime era oriundo desta organização,  que alugou um imóvel, onde, em tese funcionaria a empresa de fachada. O local era usado apenas para o recebimento das mercadorias. Tão logo eram recebidas, elas eram encaminhadas aos receptadores”, ressaltou.

 

Ainda de acordo com o delegado, existe a possibilidade de que uma rede de receptadores atue conjuntamente com a associação criminosa. “Essas mercadorias eram rapidamente retiradas para o destinatário final, que seria o receptador, e que posteriormente comercializavam aqueles produtos”, afirmou. 

 

Com o seguimento das investigações, outras pessoas também poderão ser indiciadas por participação no esquema criminoso. Até o momento não há informações de que o grupo tenha efetuado compras em outros municípios vizinhos a Porto Nacional. Suspeitos foram encaminhados para a Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional e para a unidade prisional feminina de Palmas. 

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