Thursday, 03 de December de 2020

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Na pandemia

Seciju fomenta cartilha nacional com brincadeiras para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista

19 Oct 2020
Lauane dos Santos/Governo do Tocantins Seciju fomenta cartilha nacional com brincadeiras para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista

O autismo é um transtorno caracterizado por algum tipo de déficit no desenvolvimento neurológico, intelectual ou comportamental presentes desde o nascimento, ou começo da infância, e que geralmente perduram por toda a vida. Essa condição altera a percepção e interação do indivíduo com o meio e com o outro, por isso é conhecida como Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois quem o vive experimenta a sensação de estar “cercado por uma lente” que muda, amplia ou deforma sua percepção do mundo externo, como a pequena Valentyna, de seis anos.

A mãe da criança, Cléia Cunha, explica que este período de Pandemia pela Covid-19 tornou a situação mais difícil em casa, pois a falta de aulas presenciais vem afetando o humor da filha e as brincadeiras ajudam bastante. “Todos os dias ela pergunta se amanhã vai ter aula. Mas ela está mais tranquila, as coisas vão se ajeitando, temos vivido em função de como fazer para ela ficar bem neste momento. Brincamos de desenhar, ela faz desenhos bem coloridos, brincamos de montar castelos e carros, são as brincadeiras favoritas dela. Acredito que essa cartilha ajudará os pais neste momento”, disse.

Sensível a esta temática, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), divulga a Cartilha “Orientações de brincadeiras para famílias com crianças com Transtorno do Espectro Autista”, com fim de promover o bem social em período de isolamento pela Pandemia do Covid-19. O material, produzido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, traz várias brincadeiras dentro e fora de casa, imagens ilustrativas coloridas e uma linguagem simples, inclusive com poemas em alguns trechos.

A cartilha mostra como desenvolver brincadeiras com objetos que a maior parte das pessoas possui em casa, fazendo com que a criança interaja com eles desenvolvendo seus sentidos sensoriais. De forma simples, criativa e objetiva, o material descreve também situações desafiadoras do cotidiano, associando informações educativas sobre cada um dos sistemas sensoriais e o que fazer para ajudar no desenvolvimento psicomotor de crianças com autismo.

Segundo a diretora de Direitos Humanos da Seciju, Sabrina Ribeiro, o material é uma ação educativa e orienta os pais sobre como cuidar da saúde da criança, frisando que, em sua gestão, uma das prioridades é o fomento ao respeito à diversidade. “Estamos disponíveis diante dos órgãos na luta pela garantia dos direitos deste público para que possam viver da forma mais digna e inclusiva”, ressalta.

Inclusão e respeito

De acordo com a psicóloga Rafaela Catani, especialista em psicologia infantil, neuropsicologia e reabilitação cognitiva, para pensar em inclusão, é preciso pensar que ser diferente não é um demérito, é apenas não ter as mesmas características que a maioria das pessoas. “O processo de inclusão é feito a partir da aceitação e do respeito às diferenças, mas para isso é preciso se conhecer. A maioria não consegue diferenciar os sintomas, o que aumenta o preconceito e dificulta o acesso ao tratamento. A inclusão perpassa por uma mudança da sociedade, seja das pessoas em geral, como dos profissionais da saúde, educação e política”, explica.

“O papel que a família exerce é fundamental no processo de socialização e inclusão. O primeiro contato de socialização é no ambiente familiar, além do apoio e empoderamento que é dado à essa criança no processo de enfrentamento dos preconceitos por parte da sociedade. A família e o Poder público são os dois grandes precursores e responsáveis no processo do diagnóstico, desenvolvimento e na garantia de direitos desta criança. Por isso é muito importante que a família conheça e lute pela inclusão destas crianças na sociedade, inclusive cobrando a efetivação de seus direitos”, conclui a especialista.


Entre em contato

Caso você tenha alguma dúvida sobre o tema ou precise de informações, entre em contato com a Diretoria de Direitos Humanos no telefone 63 3218 6917.

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