Monday, 11 de November de 2019

GERAL


Reivindicação

Soropositivos de Palmas sem direito a lei do sigilo

21 Oct 2008

As leis brasileiras de apoio a soropositivos – portadores do vírus HIV – prevêem temas relacionados à prevenção, controle e tratamento da doença, assim como assistência médica, preconceito, segurança para profissionais de saúde que lidem com sangue e principalmente confidencialidade dos resultados.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o Núcleo de Assistência Henfil e o Centro de Testagem e Aconselhamento de Palmas (CTA) atendem as normas do Ministério da Saúde, porém, usuários do sistema sofrem com a demora dos resultados de exames e com o sigilo nas informações do tratamento. “Uma sala com dezenas de cadeiras - a maioria ocupada - uma recepcionista e três salas de atendimento clínico”, assim um dos usuários do sistema, que não quer se identificar, define o cenário do atendimento a soropositivos.

“Uma vez a atendente leu umas das informações do laudo médico em voz alta. Acho que falta treinamento para alguns profissionais”, sugere outra paciente. Esta diz não se queixar do atendimento da recepção do Núcleo, e sim do atendimento telefônico e da demora no processo de encaminhamento à Secretaria de Saúde. O GIAMA – Grupo Ipê Amarelo Pela Livre Orientação Sexual,  já há algum tempo denuncia os descasos das administrações municipais com o CTA e o Núcleo de Assistência Henfil de Palmas.

O CTA e o Núcleo ficam numa quadra residencial, imprópria para o atendimento desse tipo. Em Goiânia (GO), por exemplo, o CTA está localizado em área afastada com acesso a ônibus permanente, o que facilita na intermediação e sigilo dos usuários. O CTA também é acoplado ao Núcleo de Assistência, o que vem incomodando os usuários soropositivos, que se misturam a todos os outros que procura o serviço daquele Centro.

Para agravar a situação, a SEMUS terceirizou tanto a coleta de material do CTA quanto os exames, no laboratório Quality, o que de certa forma prejudica o atendimento delicado a ser dispensando ao usuário que pela primeira vez faz a testagem anônima. "Como que um serviço que é anônimo pode ser feito num local sem a mínima privacidade?", questiona Silvanio Mota, presidente do GIAMA e coordenador Geral do Fórum Ong Aids do Tocantins.

”Os usuários querem a volta da coleta de sangue e de outros materiais no próprio CTA, para que isso possa facilitar até que um número maior de outras pessoas possa fazer o teste”, finaliza.

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