Saturday, 30 de May de 2020

JUSTIÇA


Defensoria

Projeto Justiça Comunitária incentiva coleta seletiva de lixo na região Sul da Capital

30 Apr 2015

O passo inicial

foi dado na terça-feira, 28, com reunião na sede do Projeto, em Taquaralto.

Participaram do encontro cerca de 50 pessoas da comunidade, entre lideranças
de bairro e agentes comunitários, que passaram a ser multiplicadores e
incentivadores da formação de Pontos de Entrega Voluntária, também chamados
de Ecopontos, em suas regiões.

De acordo com a coordenadora do "Justiça Comunitária", defensora pública
Luciana Oliani Braga, a iniciativa integra o eixo "Formação de Redes",
previsto no projeto para firmar parcerias que foquem o desenvolvimento da
sociedade. Segundo a Defensora Pública, o sistema funcionará com pontos de
coletas de lixo em escolas, igrejas e centros comunitários de cada bairro,
por meio do incentivo dos próprios agentes comunitários e lideranças.

Segundo ela, o objetivo do encontro foi incentivar a preservação do meio
ambiente na região. "A questão ambiental é um assunto de interesse de todos,
e é importante abrir esses espaços para conscientização da comunidade que
lidamos diariamente. Nós não temos esse hábito de separar o nosso lixo e,
por meio da reciclagem, ele pode se transformar e garantir novos materiais.
É uma ideia muito interessante para a preservação do meio ambiente", comenta
a Defensora Pública.

De acordo com a sócia-diretora da Facorplast Ambiental, Magda Cristina
Gomes, em Palmas são recolhidas aproximadamente 55 toneladas de lixo ao dia
e a reciclagem é parte do processo de reaproveitamento do lixo, protegendo o
meio ambiente e a saúde da população. "Somente no ano passado, a Prefeitura
de Palmas coletou mais de 77 milhões de quilos de lixo domiciliar, sendo
21,18% de plástico. Por meio da reciclagem, esses materiais poderiam ser
reaproveitados e, além de não ser descartado tanto lixo como no meio
ambiente, eles poderiam voltar à matéria-prima para objetos de uso diário,
como até o varal de roupa da dona de casa", explica.

Desafio

Magda acrescenta que a coleta seletiva de lixo é um processo educacional,
social e ambientalista, que se baseia no recolhimento de materiais
potencialmente recicláveis (papéis, plásticos, vidros, metais) previamente
separados na origem. "São resíduos sólidos simples captados do lixo diário
de cada dona de casa, como caixas de leite, litros de produtos de limpeza,
papelão e xampu, entre outros itens que, após a reciclagem, são os
transformados em novos materiais", descreve.

Diretor da Facorplast Ambiental, Osmar Araújo complementa que o objetivo é
que sejam adotados, diretamente ou por meio de terceiros, os procedimentos
de reciclagem ambientalmente adequada. "O desafio é reduzir os problemas
gerados pelo lixo inorgânico, tanto para a cidade quanto para seus moradores
e, ao mesmo tempo, estimular a reciclagem", destacou.

Líder na comunidade de Buritirana, Firmino Luz Fragoso, reforça que para que
haja uma otimização da reciclagem é necessário trabalhar na comunidade uma
campanha de conscientização com os princípios da coleta seletiva de lixo.

"Muita gente não tem o hábito de levar nem mesmo o seu próprio lixo na porta
de casa, o que dirá levá-los até os pontos de coleta. É preciso, antes de
tudo, incentivar os moradores sobre a importância da coleta seletiva e os
resultados que ela pode gerar para a nossa comunidade", aponta.
A Defensora Pública sugeriu que fossem ministradas novas palestras
educativas em cada bairro que receberá o Ecoponto, para que a própria
comunidade tenha a consciência sobre a importância da coleta seletiva para a
preservação do meio ambiente.

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