Sua organização é o “patinho feio”?
É interessante analisar as empresas que nascem nas incubadoras e fazer a analogia a estória do patinho feio. Tenho certeza das humilhações constantes que a empresa recém nascida sofre no Brasil. Durante sua infância é perseguida e maltratada por todos os patos do terreiro, ou melhor dizendo, grupos e consórcios de empresas já estabelecidas. Um dia, o patinho feio, cansado de tanta humilhação foge do seu ninho, sua própria mãe (o Brasil) tem vergonha e não que mais a sua companhia, o rechaça. (As pequenas e médias empresas talvez nem tenham um ninho ou mãe, mesmo postiça, estão realmente abandonadas). Durante sua jornada, ele para em vários lugares, mas é mal recebido em todos. ( as empresas patinho feio nunca conseguem recursos para investimentos, normalmente são barradas quando tentam empréstimos bancários ou quando procuram parcerias de investidores). O pobrezinho ainda tem de agüentar o frio do inverno (descaso do governo e a alta tarifação dos impostos que inviabilizam os negócios da empresa patinho feio). O patinho feio vivia sendo maltratado, ridicularizado, andava sempre sozinho, triste e esfomeado (é difícil uma empresa sobreviver em seus primeiros anos. As estatísticas apontam que 62% das empresas fecham suas portas nos cinco primeiros anos de vida), como se não bastasse, ainda tinha que ouvir os comentários maldosos. - É grande e sem graça! Falou o peru (pode ser comparado aos invejosos que estão paralisados e estagnados no tempo) - Tem um ar abobalhado, comentaram as galinhas (empresas multinacionais que tiram sarro das empresas brasileiras emergentes). O porco nada disse, mas grunhiu com ar de desaprovação (políticos que desfazem dos que trabalham). Finalmente a primavera derrotou o inverno (a empresa venceu seus primeiros anos de vida e ganhou amadurecimento) Lá no alto voavam muitas aves (empresas de renome bastantes conhecidas) Um dia observando-as, o patinho sentiu um inexplicável e incontrolável desejo de voar. (a empresa já se encontra estabilizada no mercado com bastante demanda para seus produtos) abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou, voou, voou longamente... (conseguiu de transformar em uma empresa reconhecida e agora já tem capacidade de competição no mercado. Os investidores aparecem com constância e os empréstimos bancários já são facilitados, pois afinal de contas já tem bastante ativo). O que se via não era mais aquela criatura desengonçada cinzenta e sem graça de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso. Era um cisne (as empresas patinho feio são responsáveis pela geração de muitos empregos no país, em sua grande maioria são criativas e tentam absorver os nichos diferenciados e ainda não explorados. Apresentam produtos/serviços inovadores e ousados. Sofre pela diferença e pelo descrédito do novo. Seus proprietários possuem pouca capacidade financeira de investimento e são modestos e na maioria das vezes imaturos em processos e gestão administrativa. Sabem o que querem mas faltam ferramentas para que desenvolvam um planejamento adequado. Os patinhos feios que sobrevivem na floresta densa conseguem se transformar em lindos cisnes. São verdadeiros vitoriosos que agora conseguem mostrar sua competência e para que vieram. Vieram para o sucesso. Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sente agora tão feliz que se pergunta se não é um sonho! Até a próxima! Faça a diferença!
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