Tuesday, 11 de December de 2018

OPINIÃO


Polícia

A ação policial e a estatística

09 Aug 2017

Os números de qualquer estatística permitem qualquer tipo de conclusão, inclusive as contraditórias. Noticiou-se dias atrás o aumento de 12% no número de mortes provocadas por policiais militares paulistas em serviço, durante o primeiro semestre de 2017. Foram 313 os mortos, número elevado na visão dos ativistas anti-violência, mas normal ou até baixo se verificadas todas as variáveis da estatística. Um universo de 16 milhões de intervenções, com 56.000 prisões em flagrante, 15 mil recapturas de foragidos e a apreensão de 5 mil armas de fogo ocorridos no mesmo  período. Por iniciativa própria, a corregedoria da Polícia Militar investiga todas as ocorrências com mortes ou agravos e sempre pune os policiais quando identificados agindo em desacordo com o padrão operacional da corporação. Trinta dos participantes das ocorrências com mortes deste ano foram retirados do serviço e presos sob a acusação de prática de homicídio.

A ação da polícia é traumática por natureza. Quando ela é chamada é porque há problemas que os envolvidos ou a sociedade não conseguiram resolver por conta própria. Sua chegada ocorre, via-de-regra, no momento mais tenso e, por isso, acontecem confrontos, perseguições e mortes, que também vitimam os próprios policiais e, lamentavelmente, não ganham a mesma repercussão daquelas em que morre o transgressor social. Há ainda a problemática dos policiais, tanto em trabalho quanto de folga, serem caçados e mortos a mando do crime organizado ou por desafetos feitos durante o trabalho.

É simplista a formação de conclusões apenas com a contagem de mortos, tanto de bandidos ou cidadãos por policiais quanto de policiais por bandidos. O problema é anterior a esse ponto de conflito. Muitos dos transgressores que hoje infernizam a vida da sociedade  com roubos, sequestros e outros crimes, são produtos de más políticas que os lançaram è exclusão. A polícia é o último recurso para evitar a degradação total e sua ação, voltada para a proteção da sociedade, tem residuais impossíveis de se evitar. O soldado tem uma série de regulamentos a cumprir visando tornar sua ação menos letal. Mas, de outro lado, quando em ação, tem apenas a fração de segundo para decidi r qual atitude a tomar. Como ser humano, é passível de erro e, mesmo assim, quando erra, é severamente punido, alijado da corporação e apenado judicialmente.

Se verificarmos o quadro por inteiro, não apenas aspectos que interessem em apoiar teses de violência ou não-violência, a PM paulista tem trabalhado bem, com baixa letalidade e é um exemplo a ser seguido. O ideal será o dia em que não tivermos mais mortes cometidas por policiais e nem policiais mortos por criminosos. Quando isso ocorrer, a sociedade terá atingido aquele estágio de desenvolvimento e paz que todos nós, cidadãos, almejamos...
 
*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

COMPARTILHE:

O que você achou da notícia?

28

PARABÉNS!
PARABÉNS!

15

BOM
BOM

36

AMEI!
AMEI!

16

KKKK
KKKK

22

ENGRAÇADO
ENGRAÇADO

24

Ñ GOSTEI
Ñ GOSTEI

17

CREDO!
CREDO!

Comentários

comments powered by Disqus


Confira também:

Liberdade de Imprensa
FENAJ emite nota oficial

Meio Ambiente

Justiça determina devolução de papagaio a moradora de Palmas, após multa e apreensão do Ibama

No processo, foram citadas situações semelhantes em que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que não devem ser consideradas como infração ambiental.

Tapioca Cine

Produtora tocantinense ganha espaço no mercado internacional

Kécia Ferreira, sócia diretora, diz que pretende abrir espaço em emissoras de tvs de vários países latino-americanos para exibição de obras brasileiras.


Educação

Educação e Unitins prorrogam prazo para professores se inscreverem em pós-graduação

Inicialmente, o processo seletivo se dará pela análise dos documentos dos candidatos (eliminatória). A classificação será feita conforme a análise do currículo Vitae ou Lattes dos concorrentes.


AEM

Radares da BR-153 são fiscalizados pela Agência de Metrologia

Para a presidente da AEM, Débora Batista Almeida Vasconcelos Miola, a ação de verificação de radar é fundamental.


Diversidade

Em encontro de travestis e transexuais, defensora pública fala sobre acesso ao direito e preconceitos


Sustentabilidade

Técnicos participam de capacitação em integração lavoura pecuária floresta


Focco

Delegado filiado ao Sindepol participa de painel no Fórum Tocantinense de Combate à Corrupção


Abuso

Polícia e MP de Goiás vão apurar denúncias contra médium João de Deus


Educação

MEC libera R$ 5,7 milhões para instituições federais vinculadas no estado do Tocantins


Reconhecimento

Projetos de promotores que ajudaram a transformar a realidade social são premiados pelo MPE



  Blogs & Colunas


TiViNaLili

Lili Bezerra


Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira