Wednesday, 26 de June de 2019

OPINIÃO


Ciência & Tecnologia

Aspectos Centrais sobre TI: na pesquisa - parte 5

01 Feb 2018    18:26    alterado em 01/02 às 18:26
Aspectos Centrais sobre TI: na pesquisa - parte 5

Inovar é fazer o novo. Essa novidade é tanto organizacional quanto ambiental. As inovações organizacionais, de forma bem simples, é fazer alguma coisa de forma nova, ainda que essa novidade já seja velha para outras organizações; inovação ambiental é quando se faz alguma coisa que nenhuma organização jamais fez antes. Evidentemente que entre os cientistas há muita discussão sobre essas duas classificações, mas o que importa aqui é que se compreenda os dois âmbitos de atuação dos esforços das pessoas para fazer o novo, para inovar. A inovação tecnológica é fazer o novo nas organizações ou nos ambientes (mercados, por exemplo) usando o conhecimento científico. Tecnologia é, como consequência, o uso da ciência de alguma forma prática. Tecnologia é ciência aplicada. Este artigo tem como objetivo mostrar como as organizações de ciência e tecnologia nacionais de excelência têm usado a TI em suas operações na inovação tecnológica.

Talvez a inovação tecnológica seja um dos produtos que mais caracterizem as organizações de ciência e tecnologia. Pelo menos deveria ser essa sua característica central: manusear conhecimentos científicos para que fossem descobertos ou aperfeiçoados artefatos passíveis de suprir necessidades do ambiente interno ou externo. Essa definição é o que correntemente as organizações que têm conseguido inovar tecnologicamente têm utilizado para direcionar seus esforços e recursos, o que inclui, naturalmente, suas capacidades e pessoal de TI, em busca desse objetivo comum.

Grosso modo, o que o pessoal de TI tem feito é utilizar sistemas que lhes possibilitem identificar necessidades de mercado (a partir do conhecimento de clientes, fornecedores e concorrentes, por exemplo) que suas organizações podem suprir. Um exemplo disso foi uma instituição que percebeu e enorme demanda por serviços de internet de sua região. Seu pessoal de TI mapeou os tipos de serviços que poderiam ser oferecidos, elaborou um plano de suprimento e apresentou à direção, que imediatamente decidiu pela operação. Inovaram tanto no sistema de geração quanto no de manutenção do serviço. E o interessante é que a execução desse plano de negócios eliminou os péssimos serviços de internet que o pessoal de TI oferecia ao seu público interno.

Outra instituição disponibilizou a seus pesquisadores, semanalmente, todas as informações disponíveis nas bases de dados internacionais sobre as inovações nas áreas de pesquisas de cada grupo de pesquisa e de cada pesquisador. O pessoal de TI, que desenhou e executou o projeto desse serviço, também encontrava clientes no ambiente local e regional para os conhecimentos e inovações gerados pelos pesquisadores institucionais, transformando-se no braço direito do pessoal de extensão daquela organização. Em menos de dois anos o dinheiro e as parcerias firmadas transformaram essas atividades na principal fonte de financiamento institucional.

Outro tipo de serviço muito comum nas organizações de excelência prestado pelo pessoal de TI é a intermediação no depósito e registro de patentes e marcas. A geração do monte de documentos que a burocracia exige foi simplificada com um sistema desenhado e executado pelo próprio pessoal de TI, colocado à disposição dos pesquisadores da sua organização. Resistentes inicialmente, os pesquisadores depois reconheceram que sem a persistência e a inovação do pessoal de TI aquela organização não teria conseguido a posição de destaque que hoje usufrui. Não foi o sistema em si que revoluciou as atividades institucionais, mas a maneira de ver as coisas, de perceber a relação pesquisadores x instituição x ambiente e executar essa percepção.

O pessoal de TI envolvido nessas atividades desafiadoras reconhecem que agir dessa forma não é para qualquer um. Duas razões explicam esse desafio: primeiro, o pessoal tem que fazer com perfeição o que todos deveriam fazer, que é funcionar com adequação e sem falhas todos os sistemas internos; segundo, ir além, criando novos desafios para a TI, já que o tradicional está dominado. Isso quer dizer que o pessoal de TI tem um desafio simples antes de se tornar excelente: fazer funcionar a TI internamente. Se a equipe não consegue fazer bem o seu serviço tradicional, como convencer outros setores e unidades de novos projetos, interrogam-se.

De fato, parece que o caminho que as equipes de TI inovadoras têm percorrido é primeiro tornar excelentes seus serviços internos. Em seguida, com base no seu portfólio de excelência setorial, identificar as necessidades das equipes de pesquisas institucionais e supri-las, também com excelência. Esse suprimento, vale ressaltar, não pode prejudicar outros setores internos, evitando-se que a excelência em uma área seja o resultado da ineficiência em outras. Pessoal de TI de excelência é um pessoal que amplia seu escopo de excelência. Finalmente, obtida a excelência interna, a TI está pronta para alçar vôos maiores, procurando a inovação ambiental.

Muitas organizações obtêm o sucesso fazendo melhor o que as outras fazem bem. Mas, para que possam fazer pelo menos bem os seus serviços, precisam saber identificar problemas e desenhar suas soluções. Tanto uma quanto outra fase representam desafios de alteridade, que é essa abertura que uma pessoa ou grupos de pessoas se dá em direção ao outro, na compreensão de suas dificuldades e estabelecimento de parcerias para que, juntos, possam demonstrar suas capacidades de superação.

As complexidades organizacionais são tantas, atualmente, que seriam praticamente incompreensíveis sem o auxílio essencial da TI e de seu valoroso pessoal. Agir em conformidade com o campo da TI é importante, mas não é essencial. A experiência tem mostrado que quanto o pessoal de TI age sempre focado exclusivamente na TI os serviços que prestam são cheios de falhas e geram muitos conflitos. A busca de alteridade, que é ir além da visão setorial, parece ser o que as instituições de excelência têm praticado para transformar seu pessoal de TI em auxílio fundamental nas inovações que têm conseguido realizar e alcançar seus objetivos institucionais.


*Daniel Nascimento-e-Silva, PhD

Professor e Pesquisador do Instituto Federal do Amazonas (IFAM)

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