Wednesday, 22 de August de 2018

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OPINIÃO


Ciência & Tecnologia

Aspectos centrais sobre TI no empreendedorismo tecnológico - Parte 6

09 Feb 2018    16:15
Aspectos centrais sobre TI no empreendedorismo tecnológico - Parte 6

Com o perdão do pleonasmo, no empreendedorismo tecnológico é onde as organizações de ciência e tecnologia têm despontado com sucesso extraordinário. Entendida como a aplicação do conhecimento científico na produção de artefatos e serviços para a sua comunidade de atuação, essa atividade-fim tem alcançado o sucesso devido ao auxílio fundamental das tecnologias da informação para esse foco determinado. As experiências têm mostrado que os esforços de cientistas e pesquisadores têm se mostrado consequente quando estruturado a partir de uma rede de relacionamentos entre eles, fornecedores e clientes, de maneira que se mantenha um intercâmbio contínuo de três fluxos de informações que tornam dinâmicos quaisquer negócios. Neste sentido, este artigo tem como objetivo descrever a contribuição das TI para o desenvolvimento do empreendedorismo de base tecnológica.

As necessidades humanas são infinitas. E a cada dia que passa elas se transformam e ganham novos contornos, o que exige das organizações novas capacidades de suprimento. Essas capacidades atingem o seu limite quando não encontram mais possibilidades de transformação daquilo que existe em termos de adição de novos atributos aos produtos e serviços existentes, entendido o atributo de produto e serviço como uma maneira determinada de suprimento de necessidade.

Os produtos seriam, por extensão, coletâneas de suprimento de necessidades, como é o caso da multipotencialidade dos aparelhos celulares atuais, que são várias coisas ao mesmo tempo, entendida cada coisa como atributo do produto, ou seja, relógio, agenda, câmera, filmadora etc. Quando essas capacidades de suprimento atingem o ponto de máximo, é necessário um salto para além do produto, um salto para a inovação revolucionária. Enquanto houver a capacidade de transformação do produto atual, as inovações são sucedâneas, incrementais.

Para que haja a conformidade das necessidades ambientais para com a sua capacidade de suprimento, as organizações de ciência e tecnologia precisam dar conta de três fluxos de informações, onde as TI despontam como recursos revolucionários. A primeira é a necessidade de informação sobre os clientes, fornecedores e concorrentes, de maneira que ela possa saber com precisão as necessidades do ambiente. Com base nessas informações ela adicionará novos atributos aos produtos e serviços existentes ou criará um produto novo, organizará o seu sistema de produção, determinará o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, formará sua carteira de fornecedores. Esse fluxo parte do ambiente, perpassa toda a organização e termina no fornecedor de última camada.

O segundo fluxo é o de produção. Este fluxo começa no fornecedor de última camada, percorre toda cadeia de suprimento, penetra no sistema de produção da organização, que culmina com a materialização do produto e termina com a entrega do produto desejado pelo ambiente aos seus clientes. Há aqui a necessidade de gerenciar informações internas e externas do fluxo logístico, financeiro e de produção, de maneira que se garanta a entrega ao cliente de um produto que seja capaz de suprir suas necessidades a um custo que esteja dentro de suas expectativas.

O terceiro e não menos importante fluxo é o financeiro. Esse fluxo começa no cliente final, perpassa muitas vezes vários elos da cadeia de distribuição, penetra na organização, que fica com sua parte das receitas de vendas geradas e repassa as partes do governo e dos fornecedores, e termina no fornecedor de última camada. O fluxo financeiro é a contrapartida ambiental pelo suprimento de sua necessidade. Como as margens de contribuição (lucro) são a cada dia menores e distribuídos por uma gama cada vez maior de fornecedores, é necessário um sistema de informação que permita controlar ao máximo os custos de produção para que o preço final acertado possa ser praticado.

Esse detalhamento todo é necessário para demonstrar que o empreendedorismo de base tecnológica carece de profissionalismo e recursos tanto quanto qualquer outro empreendimento. Não é mais possível brincar de fazer negócios nas faculdades, universidades, institutos e centros universitários, como se se pudesse jogar dinheiro pela janela. E as tecnologias de informação são os recursos que essas organizações encontraram para que seus negócios e suas competências essenciais possam gerar os resultados pretendidos, contribuindo para com o desenvolvimento econômico e social de suas ambientes de inserção.

Os empreendimentos de base tecnológica, tendo a supervisão direta de profissionais de TI, encontram os sistemas de gerenciamento e de produção mais adequados para as suas necessidades, por mais específicas que essas possam ser. Quase sempre esses profissionais recomendam algum tipo de Enterprise Resource Planning (ERP) que consiga gerenciar com adequação todos os setores do empreendimento, com especificidade para os seus relacionamentos com clientes (Customer Relationship Management), fornecedores e parceiros. Essa dinâmica relacional seria impossível sem as ferramentas que apenas profissionais de TI conseguem integrar e encontrar.

Quem convive diariamente com os esforços que as organizações fazem para honrar seus compromissos tem quase a convicção de que as TI são os recursos inesgotáveis para se fazer qualquer coisa. De fato, a importância que ganharam tanto estratégica quanto operacionalmente é de fazer inveja a qualquer gênio do passado, que conseguia, sozinho, pensar e executar quase todas as poucas atividades que faziam uma organização funcionar e alcançar sucesso. Hoje esses gênios estão concentrados em atividades específicas, chamadas de competências essenciais das organizações, e sua função foi transferida para a onipresente TI. E pelo jeito a onipresença se acentuará mais ainda no presente e no futuro...


*Daniel Nascimento-e-Silva, PhD

Professor e Pesquisador do Instituto Federal do Amazonas (IFAM)

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