Thursday, 17 de October de 2019

OPINIÃO


Diabetes

Avanço no tratamento de doenças vasculares da retina evita perda da visão

08 Jul 2013

O diabetes é uma doença crônica que atinge 2% da população mundial, ou seja, 140 milhões de pessoas – sendo que a maioria sofre, em menor ou maior grau, de problemas de visão. Desde um ‘simples’ embaçamento da visão ou aumento de grau, até a perda da visão central. Além de manter a taxa de glicemia em níveis aceitáveis, consultar um oftalmologista ao menor desconforto visual é importante para controlar esses desdobramentos que no início podem ser assintomáticos. Àqueles que já estão sentindo alterações na retina causadas pela doença, uma boa notícia: já estão disponíveis as ‘injeções intravítreas de antiangiogênicos’ (Lucentis e Eylia), devidamente liberadas pela ANVISA e pelo FDA.

 

“O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão causada por edema macular e neovascularização. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino. O procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para se obter resultados duradouros e o paciente deve usar colírios antibióticos por cerca de trinta dias”, diz o doutor Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

 

De acordo com o oftalmologista, ensaios clínicos demonstraram que a aplicação de antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos – considerado um método altamente eficaz. Até recentemente, os pacientes diabéticos contavam somente com a fotocoagulação a laser para ‘secar’ os vasinhos (microaneurismas ou rompimento de capilares) que podem comprometer a visão. Esse tratamento apresenta mais de 50% de sucesso, desacelerando o agravamento do quadro. Mas as injeções de antiangiogênicos elevaram muito as chances de controlar a perda de visão do diabético.

 

Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética – que é o termo usado para designar alterações na retina – faz parte das complicações mais frequentes do paciente diabético. Inclusive, é uma das principais causas de cegueira. Essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo I e nos que têm tipo II. Entretanto, se houver controle adequado da glicemia, nos dois casos é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade.

 

“No início, as alterações no fundo do olho não dão sintomas evidentes e o paciente pode ter boa visão. Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de irrigação. Isso muitas vezes resulta na perda da visão central. O tratamento com injeções de antiangiogênicos tem resultado em mais qualidade de vida para esses pacientes”, diz Neves.

 

Fonte: Dr. Renato Neves

COMPARTILHE:


Confira também:


Divisa de Estados

Governadores Mauro Carlesse e Mauro Mendes destacam aspectos positivos da rodovia Transbananal

Trecho em questão tem cerca de 90 km e corta a Ilha do Bananal, de Formoso do Araguaia (TO) a São Felix (MT).

Saúde

Opera Tocantins realiza quase 70 cirurgias em 10 dias e espera fechar outubro com mais de 150

As cirurgias acontecem em diversas Unidades Hospitalares do Tocantins sempre em horários diferenciado, fora da carga horária ordinária, como sábados, domingos, feriados, dias de ponto facultativo e ou em período noturno/madrugada.




  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira