Palmas, 23/01/2018

Opini√£o

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Big data: o principal agente na era das cidades inteligentes

  • Por S√©rgio Rosa*
Big data: o principal agente na era das cidades inteligentes


N√£o √© mania de persegui√ß√£o. Receber um cupom de desconto de uma determinada marca ao interagir com o smartphone pr√≥ximo de uma loja dessa mesma marca √© parte de uma estrat√©gia de marketing tra√ßada com base na an√°lise de dados. Consiste na uni√£o de h√°bitos de consumo, relacionamento (CRM) e localiza√ß√£o geogr√°fica. Ao utilizar uma rede de dados m√≥veis ou aplicativos com autoriza√ß√£o para a captura de informa√ß√Ķes do GPS, o cliente concede a posi√ß√£o e permite monitorar o seu deslocamento em troca de solu√ß√Ķes personalizadas, gerando benef√≠cios individuais e coletivos. Para as empresas, informa√ß√Ķes como essas possibilitam aumento na taxa de retorno para cada real investido em marketing.
 
Com a amplia√ß√£o de pessoas conectadas e o avan√ßo das possibilidades de an√°lise de dados, surgem metodologias e maneiras de usar o big data em pesquisas de campo sobre o comportamento dos cidad√£os em uma determinada cidade. No que tange locomo√ß√£o, por exemplo, esse sensoriamento permite gerar uma matriz de origem e destino para entender os problemas de congestionamento e lota√ß√£o do servi√ßo de transporte p√ļblico. Informa√ß√Ķes preciosas para os setores p√ļblicos. Quanto aos h√°bitos de consumo, permite o envio de mensagens personalizadas que v√£o ao encontro do interesse de dada pessoa, ao inv√©s do temido spam que assombra diariamente.
 
Se o tema mobilidade urbana √© lugar comum quando se trata de geolocaliza√ß√£o, vale avaliar como o uso do big data pode impactar no planejamento dos grandes centros. Plataformas dispon√≠veis no mercado possibilitam, atualmente, que secretarias de desenvolvimento urbano estabele√ßam prioridades. Seguindo as premissas do big data ‚Äď velocidade, volume, variedade, veracidade e valor ‚Äď, solu√ß√Ķes que melhoram o dia a dia dos cidad√£os podem ser entregues a partir de perguntas simples: ondes os grupos moram? Onde trabalham? Como eles se locomovem? Qual o hospital mais pr√≥ximo? Insights como a defini√ß√£o da constru√ß√£o de uma nova escola surgem de quest√Ķes que (in)conscientemente todos ajudam a responder com um celular em m√£os, trabalhando os dados de forma agrupada e respeitando a privacidade de cada indiv√≠duo.
 
S√£o diversas as frentes de atua√ß√£o no conceito de cidades inteligentes. √Č poss√≠vel instalar sensores em postes de luz das cidades, em vagas de estacionamento, c√Ęmeras de v√≠deo monitoramento. Com informa√ß√Ķes precisas de cada localidade geradas por esses dispositivos e o cruzamento dos dados oriundos dos smartphones, √© vi√°vel propor solu√ß√Ķes que ajudam o dia a dia do cidad√£o. Com sensores pluviom√©tricos, por exemplo, se desenvolve plano de evacua√ß√£o completo e confi√°vel para a Defesa Civil e outros √≥rg√£os competentes trabalhar preventivamente em situa√ß√Ķes de sinistro causadas por temporais. Ou seja, salvam-se vidas.
 
O big data tamb√©m permite que secretarias de turismo consigam estimar com mais precis√£o a quantidade e a origem de visitantes da cidade em uma determinada √©poca do ano. Ao considerar grandes eventos, como carnaval, r√©veillon, feiras e shows, informa√ß√Ķes armazenadas sobre h√°bitos coletivos s√£o ativos na constru√ß√£o de estrat√©gias de log√≠stica e seguran√ßa, al√©m de otimizar recursos e auxiliar na prioriza√ß√£o de a√ß√Ķes de m√≠dia para obter novos turistas. Refor√ßando, os dados s√£o tratados de forma agrupada e an√īnima, nunca sendo individualizados. Longe de uma hipot√©tica teoria da conspira√ß√£o, como se pode ver, o big data √© uma ferramenta de transforma√ß√£o ‚Äď o principal agente na era das cidades inteligentes, sendo um forte aliado para tomada de decis√Ķes.
 
*Sérgio Rosa, Gerente de Inteligência Geográfica da Oi


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