Thursday, 02 de April de 2020

OPINIÃO


Dia da Autonomia

17 Mar 2013

Por Otávio Barros da Silva

 

Sem querer entrar em considerações sobre quem mais fatura no comércio de Palmas, cada comunidade (município, estado, união) tem seus eventos históricos para se preservar a memória e a cidadania. Devido a falta de escolas em nossas ribeiras, os instruídos nos bancos escolares transmitiam aos nortenses, hoje tocantinenses, a história do Sul de Goyaz.

Instalado o Estado, em 1989, é por demais sentida a ausência do ensino de história e civismo nas escolas. Cantavam-se os hinos a cada data histórica e trabalhos diversos pelos alunos, sob orientação das professoras de Goyaz. Hoje, explicações para apagar a história do Tocantins existem várias, mas justificativas convincentes, nenhuma.

Então como podemos querer que um povo tenha, pelo menos, a noção do verdadeiro sentido das datas históricas? Nem convém apelar para os exemplos demonstrados por outros países, porque cada um deles tem uma característica diferente, mas todos nós concordamos que o sentimento de civismo existe, mas fora do Tocantins.

Quando o nosso País disputa uma competição internacional globalizada, de alto nível, como é o caso da Copa do Mundo de Futebol, aí o “patriotismo” (assim mesmo, entre aspas...) aflora, e o povão fica mais ligado no ufanismo, mas de cunho meramente esportivo. Enrolam-se na bandeira nacional, pintam o corpo com as cores verde-amarelo, usam modelitos altamente criativos, etc., enfim, damos vazão àquele patriotismo refreado durante todo o ano.

Enquanto não se fizer um trabalho didático efetivo, voltado para as crianças e, por que não dizer, para os adultos também, nem que seja com o intuito de relembrar as lições aprendidas no passado, os “comerciantes de Palmas” vão continuar ditando modismo neste Tocantins e, saudosos da terrinha, irão reunir seus conterrâneos em algum boteco da capital para festejar a Revolução Pernambucana, de 1817; Farroupinhas (RS); Cabanagem do Grão-Pará; Adesão do Maranhão à independência do Brasil; Revolução Constitucionalista (SP); Mártires de Cunhaú e Uruaçu (Rio Grande do Norte); Dia de Tiradentes (Minas Gerais), etc.

Povo sem cidadania... O que é Público? O que é Privado? É possível que apareça alguém por aí na mídia para questionar a ingerência de empresários ditando normas para o que deve ser discutido e aprovado pelo Poder Público, pela Assembleia Legislativa, etc. Recentemente meia dúzia de comerciantes ordenara que o Poder Legislativo estadual jogasse na cesta de lixo o projeto do DIA DA AUTONOMIA. Se a modo pega, a qualquer momento esses forasteiros irão transformar a Casa de Leis num bordel dos empresários sem cidadania.


Viva a história do Tocantins.
Viva o Dia da Autonomia do Tocantins.

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