Thursday, 09 de July de 2020

OPINIÃO


Ponto de vista

Não deixe canonizar as abelhas

31 Jul 2019
Não deixe canonizar as abelhas

Por Reobbe Aguiar Pereira - Bacharel em Enfermagem. Mestrando em Ciências Ambientais. Pós Graduado Enf. Trabalho; Informática em Saúde; Urg. Emerg. e UTI. E-mail: reobbeap@hotmail.com                             

É verdade, elas são insetos. É verdade que para muitas pessoas a frase canonizar abelhas está sendo profana diante dos olhos dos religiosos. Mas a intenção não é essa. A intenção é alertar o fato do fim da humanidade. Na década de 1940, a proferida frase do Albert Einstein está tornando um reflexo da realidade para com século XXI. A profecia seria “olhem para as abelhas, se elas sumirem a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais”.

Para início da conversa deste artigo, o Governo Federal aprova o registro de mais de 51 agrotóxicos e o ritmo de liberação de novos pesticidas é o mais alto já visto. O principal problema dos agrotóxicos, todo mundo sabe, ou deveria saber, é a intoxicação, tanto do homem quanto dos animais e do meio ambiente. A seriedade é tão assustador que já houve mortes em diversas cidades ou mesmo intoxicação acelerada no estado norte-americano que acarretou intoxicação em toda cidade. Para quem não sabe, os problemas que podem apesentar pela toxicidade dos alimentos é o desenvolvimento de câncer, hepatites virais, diabetes mellitus e eventualmente, a morte.

Seja pela falta de fiscalização, pela fragilidade legislativa ou qualquer outro motivo, problemas envolvendo a venda, o registro e a utilização de agrotóxicos ainda são comuns no Brasil. Em um dos casos que apresentou, um profissional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi demitido após descoberta de irregularidades no sistema de registro de agrotóxicos junto ao órgão, onde produtos mais tóxicos que seus similares disponíveis no mercado eram autorizados a serem vendidos. Triste realidade, mas sempre acontece isso.

Vale a pena morrer precocemente pela bandeira agronegócio? O sistema perverso de produção agrícola monocultural do Brasil, que destrói a vida planetária e enche o bolso de poucos fazendeiros e empresários do ramo, pode custar-nos a vida, mas não tem outro jeito, dizem as pessoas comuns. E as autoridades políticas também. E, em consequência disso, as abelhas estão sendo dizimadas por agrotóxicos, mas o agronegócio é o que mantém o PIB do Brasil e parece que isso é o que mais importa.

Estamos loucos ponto de morrer pela causa do agronegócio? Sim, porque se as abelhas desaparecerem, como já desapareceram ao redor da lavoura de plantador de soja em alguns territórios, toda a espécie humana será extinta. Em apenas quatro anos, segundo Organização Mundial da Saúde. Este, então, estaria de analogia com célebre palavras do Albert Einstein. Acontece que são esses insetos que polinizam as flores de quase todos os alimentos vegetais que consumimos. Sem abelhas, não tem milho, soja, feijão, trigo, aveia, frutas etc. As abelhas são seres fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. Sua preservação é importante devido ao papel fundamental que desempenham na cadeia biológica: fazer a polinização e garantir, dessa forma, a continuidade das espécies de flores onde insetos e outros animais retiram seu alimento.

Em vista da realidade caótica apresentada, é de fundamental importância da preservação das abelhas. Não deixando morrer, claro! Agrotóxicos, desmatamento, queimadas, mudanças climáticas e outra qualquer ações antrópicas que causam desaparecimento ou morte das abelhas devem levar minimamente em consideração na preservação. Desta maneira, impediremos a canonização das abelhas, pois elas precisam estar vivas e presentes ao nosso habitat. E o alerta está dado, vamos olhar com mais atenção para isso.

COMPARTILHE:


Confira também:


"Guerra Justa"

Polícia Civil do Tocantins deflagra 2ª fase da Operação Guerra Justa

Estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e quatro de busca nos estados do Pará, Maranhão e Pernambuco.

Pandemia

Tocantins tem 439 novos casos da Covid-19

Atualmente, o Tocantins apresenta 13.440 casos no total, destes, 8.517 pacientes estão recuperados, 4.690 pacientes estão ainda em isolamento domiciliar ou hospitalar e 233 pacientes foram a óbito.



Biodiversidade

Tocantins inicia monitoramento do período reprodutivo 2020 do Pato mergulhão no Jalapão

O Governo do Tocantins tem o compromisso de cumprir o calendário de monitoramento da espécie, firmado com o Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção ou do Patrimônio Espeleológico (PAN/ICMBio)


Covid-19

Governador vistoria instalações de hospital contratado para atender pacientes da Covid-19

Pavilhão contratado pelo Governo do Tocantins conta 10 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 60 leitos clínicos


Meio Ambiente

Governo do Tocantins suspende autorização para queima controlada até novembro

Portaria foi publicada no último dia 7; o aumento dos riscos de incêndios causado pela baixa umidade do ar, aumento da temperatura média no Estado e vegetação seca com grande potencial de queima são as justificativas para a proibição do uso do fogo no mane


Aprovação de Matérias

Assembleia encerra primeiro semestre após diversas matérias aprovadas


Paraído do TO

Bombeiros militares atuam em combate a incêndio em carga de madeira na BR-153


Desempenho

Tocantins alcança segundo lugar no ranking de monitoramento da Agência Nacional de Águas


Cultura

Prazo para cadastro de eleitores e candidatos ao Conselho de Cultura termina na sexta


Campus Party

Norte Agropecuário será apresentado em evento com participação de referências mundiais no debate da transformação tecnológica


Cronograma

Prevenção contra incêndios florestais para este ano está na fase final



  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira