Tuesday, 18 de September de 2018

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OPINIÃO


Política

Um país feito refém

01 Sep 2017

Vivemos um momento ruim. Desde o surgimento das denúncias sobre crimes e irregularidades praticadas por governantes, agentes públicos e políticos, a República tornou-se refém dos acontecimentos. Vive à reboque de delações e sofre o impacto, muitas vezes programado, de vazamentos seletivos. A delação premiada, justificada como forma dos investigadores chegarem aos fatos mais bem guardados e dos envolvidos reduzirem suas penas, virou arma que uns usam contra outros. Agora mesmo, na virada de agosto para setembro, as informações de nova carga de denúncias apresentadas por Joesley Batista e a expectativa de que o cessante procurador-geral Rodrigo Janot ainda produza uma ou duas denúncias contra o presidente da República, fazem o cenário.

Fala-se que Batista desta vez apresentou documentos e mais gravações de diálogos com políticos. Isso causa grande reação no meio político, atrapalha o andamento dos projetos no Congresso Nacional e, sem qualquer dúvida, leva reflexos ao campo econômico. Os investidores, por mais que queiram, por prudência, acabam retardando suas aplicações destinadas ao reaquecimento da economia e, principalmente, à geração de empregos. De quebra, ainda temos a delação de Funaro, em fase de homologação no STF, e outras que poderão surgir a qualquer instante, de Eduardo Cunha e Antonio Palocci que – se ocorrerem – poderão arrebentar a boca do balão.

O quadro que nos é dado a ver é, acima de tudo, impatriótico. Interesses subalternos, de grupos e até de quadrilhas, acabam por gerar um absoluto clima de transitoriedade. O presidente Michel Temer não conseguiu, até agora, a estabilidade necessária para implantar  reformas significativas a que se propôs e certas horas chega a ser visto como sangue no olhar do vampiro, como dizia o poeta popular.

É importantíssimo que os esquemas criminosos sejam extirpados da vida pública nacional e todos os ladrões, independente do seu quilate, sejam punidos. Mas o governo, o parlamento e as instituições não podem parar à espera dos acontecimentos. Os vazamentos seletivos, as notícias tendenciosas e todo o caos que se procura criar não podem ser mais fortes do que as instituições. Se assim for, estaremos efetivamente perdidos e – pior que isso – a crise se agravará e todos sofreremos, principalmente a população de baixa renda.

Por derradeiro, se não conseguirmos um mínimo de estabilidade, será difícil até conseguirmos realizar as eleições de 2018 em boas condições. Para que isso ocorra, os deputados e senadores terão de encontrar, discutir e votar o "formato" até o final do mês. Se isso for impossível, teremos mais do mesmo e a crise continuará por mais quatro anos...
 
*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

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