Wednesday, 17 de July de 2019

OPINIÃO


Uma borboleta azul, um terno preto e uma noite de núpcias

30 Jul 2012

Por Eudete Ribeiro de Araújo*

 

Acontecia a celebração do casamento de uma das moças mais lindas da cidade quando notadamente viu-se uma linda borboleta azul pousando sobre a manga de um terno preto conduzido por um belo cavalheiro que por sinal desempenhava o papel de ser padrinho da noiva, o qual se fazia testemunha do enlace ora realizado.

Uma borboleta azul, por quê? Não se sabe. Só sabemos que ela desnorteada ali estava e não foi incomodada pelo cavalheiro e nem tão pouco pelos demais que ali tiveram a oportunidade de ver tão bela coisa. Ela parecia com sua presença dizer: - A festa está linda! Com tantos majestosos buquês de ornamentação faltava somente eu para completar toda esta opulência. Não fui convidada, é claro, mas vim para desejar aos noivos os mais sinceros votos de uma união plena. É tudo que posso transportar do meu mundo para estes humanos.

O terno resplandecia demonstrando gosto e a satisfação de estar ali bem conduzido e como um quebra cabeças montando todas as peças de que se fazia necessário para o evento.

O enlace continuava na celebração como o mais desejado de todos os tempos para aquele apaixonado casal. Tudo muito maravilhoso! Também maravilhosa era para eles a presença de seus familiares e dos grandes amigos.

Partimos para a continuação do grande evento onde nos deparamos com um lugar lindo e aplausível para recepção dos nubentes. Senti falta somente de uma coisa. Cadê a borboleta? Porque ela ficou? Não teve cacife para acompanhar a continuação do evento?

Não, talvez não era bem isto que ela queria. Deve ter voltado ao aconchego da natureza dizendo para si mesma: - Cumpri a minha missão, estou feliz por ter testemunhado este evento, embora de forma discreta, mas contente por não ter sido incomodada e nem ter incomodado ninguém.

A borboleta azul com sua beleza exuberante permaneceu naquela igreja observando esta esvaziar-se e o lugar sendo preenchido com o som relaxante do silêncio até que a mesma pôde repousar mergulhada num grande vazio proporcionando-lhe a solidão e a paz.


Eudete Ribeiro de Araújo – Turismóloga - CEULP/ULBRA
Especialista em Gerontologia pela UFT e Consultora de Assuntos Relacionados à Terceira Idade
e-mail: eudeteturismo@gmail.com

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