Sunday, 21 de October de 2018

OPINIÃO


Opinião

Uma tendência da atualidade: viver só

09 Jan 2013

A reportagem principal da revista Isto É da edição de 9 de janeiro deste ano (nº 2251), aborda as tendências que estão mudando a vida das pessoas na atualidade. Das mais graves destacamos o fato de um número cada vez maior de pessoas morando sozinhas nos grandes centros urbanos. "A estabilidade econômica, a independência feminina e a revolução da comunicação são os fatores que explicam a explosão do número de pessoas vivendo só", ressalta a reportagem. Nos países desenvolvidos como Noruega, Finlândia e Dinamarca, "mais de um terço das casas tem um só habitante". No Brasil, de 2000 a 2010, o número de residências com um único habitante subiu 41%. O fato é que as maiorias destas pessoas não se sentem tão sozinhas pelo fato de interagirem nas redes sociais. "A vida social, antes condicionada à presença física em festas, viagens, passeios e encontros, hoje acontece cada vez mais no mundo virtual". Solidão disfarçada em entretenimento. O fato é que "até 2014, serão pelo menos 79,3 milhões ou 37,7% da população nacional usando redes sociais". Estes dois pontos são o que mais chamam a atenção na matéria da Isto É, porque demonstra um sintoma de um estilo de vida que pode ter graves consequências futuras, principalmente de maior esfacelamento da família.
 
 "Não é bom que o homem esteja só", vemos afirmado no Gênesis, daí que o homem e a mulher se uniram para constituir uma família e juntos prestarem o auxílio necessário para a convivência. A família é à base da sociedade, pois Aristóteles escrevera que o homem um animal social por natureza, tende a se agregar e não é bom que fique sozinho. A tendência mostrada pela isto É expõe uma realidade da qual não sabemos ainda no que resultará, mas certamente trará muitos problemas. Historicamente todas as sociedades que se desenvolveram, tiveram a família como o alicerce da tessitura social. Se a tendência continuar, as pessoas estarão fazendo uma opção muito equivocada, pois é uma ilusão acharem que a independência econômica é garantia de auto-suficiência. O ser humano só humano quando estabelece uma relação de afeto e de reciprocidade, não pode fazer do seu poder aquisitivo individual justificativo para se afastar do convívio social, das relações humanas naturais e gratuitas, pois dessa forma estará excluindo experiências essenciais de humanidade, como, por exemplo, a da amizade e do amor, situações em que poderá manifestar afeto e gratidão, de modo espontâneo, coisa que não tem preço que pague. Por isso faz-se necessário que as relações humanas se estabeleçam em princípios e valores agregativos, solidários, de uma interação pessoal e real, que a Internet não poderá nunca substituir.
 
Tais tendências da atualidade levam-nos a refletir sobre o sentido da vida, e a estarmos atentos sobre as ilusões do nosso tempo. É preciso investirmos na família, acreditar no matrimônio, nos filhos como bençãos, nos cuidados que devemos ter para com os idosos e frágeis da sociedade, pois a vida é um bem para todos. Crescemos quando somos capazes de viver tais valores, nos tornamos mais humanos e verdadeiramente mais felizes. Por isso, não podemos de modo algum ver nestas tendências algo positivo, pelo contrário, precisamos reforçar o valor da família, como antídoto a este mundo huxleano que parece emergir desta pós-modernidade.


*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade Para Todos-Prouni/Mec

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