Saturday, 05 de December de 2020

POLÍTICA


Política

Kátia quer que SUS ofereça aconselhamento genético como ação de planejamento familiar

21 Jan 2009

Além de oferecer assistência à concepção e contracepção, atendimento pré-natal, controle de doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de câncer, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ser obrigado a oferecer também aconselhamento genético como ação de planejamento familiar. É o que dispõe projeto da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) sob o argumento de que as doenças geneticamente determinadas constituem significativos transtornos emocionais para as famílias.

O projeto (PLS 109/07), pronto para entrar em pauta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), muda a lei que trata do planejamento familiar (Lei 9.263/96).

Na justificação, Kátia Abreu observa que as doenças geneticamente determinadas propiciam, além de transtorno emocional, dificuldades físicas e custos não só para um número expressivo de famílias, mas para toda a sociedade.

"Embora sejam consideradas individualmente raras, as doenças geneticamente determinadas são numerosas e relevantes, principalmente quando se verifica que são graves e na atualidade pouco controláveis, além de incuráveis", diz ela.

 

Prevenção

Para a senadora a prevenção dessas doenças é de fundamental importância, tanto para evitar seu reaparecimento em famílias com históricos de incidências, quanto para identificar a probabilidade de manifestação em idade adulta e, através do diagnóstico precoce, evitar suas consequências mais graves.

Em sua opinião, disponibilizar o aconselhamento genético por meio do SUS – no âmbito da atenção à mulher, ao homem ou ao casal em todos os seus ciclos vitais, dentro do entendimento de que o planejamento familiar é direito de todo cidadão – é uma forma de garantir o acesso da população ao conhecimento desenvolvido pela ciência. A senadora lembra que o diagnóstico precoce é exatamente uma das maiores promessas da medicina genômica.

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