Tuesday, 16 de July de 2019

POLÍTICA


Missão de Paz: há 70 anos apoiando migrantes, imigrantes e refugiados

09 Aug 2012

Há mais de 70 anos que a Missão Paz de São Paulo (www.missaonspaz.org), situada no bairro do Glicério, em São Paulo, marca presença junto aos migrantes, imigrantes e refugiados no Brasil. Criada em 1940, pela Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeo / Scalabrinianos, a entidade reúne diversos serviços que contemplam desde a assistência às necessidades mais imediatas dos migrantes (abrigo, alimentação, por exemplo), perpassam pelas dimensões da fé, da cultura, da política e se estendem ao campo do estudo.

A Missão Paz de São Paulo é composta pela Casa do Migrante (CdM), Centro Pastoral dos Migrantes (CPM), Centro de Estudos Migratórios (CEM) e por três Paróquias: a Paróquia Italiana, a Paróquia das comunidades hispano-americanas e a Paróquia Nossa Senhora da Paz. Este ano desenvolve o Programa de Mediação, assentado em quatro eixos: trabalho, saúde, educação e família/comunidade, com o objetivo de constituir pontes entre os que chegam e a sociedade brasileira – visando a integração e o seu protagonismo.


Estudos migratórios confiáveis
Décadas de dados seguros sobre a condição do migrante, imigrante ou refugiados. Esse é grande mérito da entidade referência na cidade de São Paulo para os que aqui chegam. Antes que o IBGE os contabilize (de forma sempre subestimada), antes que os pesquisadores se debrucem sobre eles, a Missão Paz os acolhe. Foi assim com os italianos no pós-guerra; com os migrantes internos nas décadas de 1970/80; com os vietnamitas em 1979; com os coreanos no final da década de 1960; com os hispano-americanos do Cone Sul nos anos 1970; com os bolivianos a partir da década de 1980 e outros andinos no final do século; com os africanos na virada do milênio e, atualmente, com os haitianos – refugiados em asilo humanitário no Brasil.

“Na Missão Paz oferecemos ao imigrante integração social. Imaginemos um haitiano que não tem onde ficar ou precisa cuidar da sua documentação, que também necessitará de ajuda/orientação para buscar trabalho. Mas há outra dimensão no nosso trabalho, que é a do estudo”, esclarece Paolo Parise, doutor em Teologia e Diretor do Centro de Estudos Migratórios e do Programa de Mediação.


Casa do Migrante – capacidade para 110 pessoas/dias e o tempo de permanência varia de acordo com cada caso, mas normalmente ela se estende por alguns meses. Neste ano de 2012, a maior presença tem sido dos haitianos. Há também que se dizer que, pela primeira vez, a Casa está hoje recebendo uma demanda de imigrantes maior do que sua capacidade de atendimento;


Centro Pastoral dos Migrantes – O CPM surgiu em 1977, em plena ditadura, e iniciou suas atividades em parceria com as instâncias da sociedade, na defesa dos direitos políticos dos exilados e no quesito documentação dos imigrantes;
Programa de Mediação Socio/Político/Cultural para o Protagonismo do Imigrante – é formado por um conjunto de atividades para fortalecer o contato com os imigrantes. Os mediadores socioculturais realizam contato com o coletivo de imigrantes nos lugares que eles frequentam, os quais têm grande significado no âmbito da inserção social, como: escolas, centros de saúde e locais de trabalho. A equipe promove, também, apresentações e debates sobre a acolhida e o respeito aos imigrantes que vivem no Brasil junto a profissionais da área de educação e saúde.

Centro de Estudos Migratórios – O CEM integra, juntamente com os Centros de Estudos de Nova Iorque, Paris, Roma, Buenos Aires, Manila e Basileia, a Federação dos Centros de Estudos Migratórios J.B. Scalabrini. Além de biblioteca, cada centro publica uma revista especializada na temática das migrações. Surgida em 1988, é uma revista de estudo que vai além das estantes, pois atinge o público acadêmico, mas dela fazem uso também os que atuam diretamente junto aos migrantes. Em sua trajetória, Travessia reflete as mudanças ocorridas no vasto campo da mobilidade a partir da década de 1980.


Banco de Dados
Desde janeiro de 1998 o CEM organiza um banco de dados com informações sobre os atendimentos dispensados pela Casa do Migrante. Em 2011 foi implantado um sistema de coleta de informações que compreende todos os atendimentos dispensados na Missão Paz e, no momento, está em curso o processo de catalogação digital dos anos anteriores. Entre janeiro de 2000 e a primeira quinzena de 2012, o número de pessoas atendidas pelo Centro Pastoral dos Migrantes e pela Casa do Migrante foi da ordem de 22.364.


Centro de Memória e Referência
No momento, está sendo desenvolvido um projeto para organização do acervo documental do CEM, desde a sua criação, bem como da documentação referente à Casa do Migrante e do Centro Pastoral dos Migrantes, incluindo registros, relatórios, publicações, vídeos, entre outros. Neste acervo serão preservados os registros das histórias orais dos novos imigrantes.

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