Palmas, 23/01/2018

Saúde

Saúde Mental

Ambulatório de Saúde Mental Infanto Juvenil terá atendimento multiprofissional

  • De acordo com a gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Dhieine Caminski, ainda em 2018, novas especialidades complementarão os serviços ofertados pelo ambulatório

Igor Flavio

Ambulatório de Saúde Mental Infanto Juvenil terá atendimento multiprofissional



Psicologia, psiquiatria e fonoaudiologia são as especialidades oferecidas pelo Ambulatório de Saúde Mental Infanto Juvenil que a partir da próxima segunda-feira, 18, estará em pleno atendimento no Centro de Saúde da Comunidade Professora Isabel Auler, na Arso 23. O ambulatório será referência para toda a Capital, entretanto, por se tratar de atendimento especializado, as crianças e adolescentes serão atendidos mediante encaminhamento dos profissionais dos centros de Saúde da Comunidade e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf).

De acordo com a gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Dhieine Caminski, ainda em 2018, novas especialidades complementarão os serviços ofertados pelo ambulatório. São elas: Nutrição, Terapia Ocupacional e Serviço Social. "O objetivo é agregar e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial dentro da Rede de Atenção e Vigilância em Saúde​ com intuito de acolher a partir da perspectiva da determinação social do processo saúde-doença e neste escopo de ações, as dimensões psíquicas ​e sociais ​dos sujeitos​ e promover saúde mental desde a infância", ressalta a gerente.

O secretário Nésio Fernandes destaca que o ambulatório antecede a implantação do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Caps-I)​. "Estamos organizando a Rede de Atenção Psicossocial em Palmas e um dos componentes que faltava era um serviço que atendesse crianças e adolescentes. Esse ambulatório vai no futuro se emancipar dentro da organização, no nosso Caps Infantil. Nós já estamos com o projeto sendo licitado no próximo ano e nós em breve teremos o Caps Infantil que vai completar o serviço", explica.

A psicóloga Ana Letícia Covre Odorizzi reitera que o atendimento no ambulatório será para os casos de média e grave complexidades. "Após ter passado pelos profissionais dos centros de saúde da comunidade e do Nasf e eles perceberem que essa criança ou adolescente tem algo mais complexo e que precisa ser melhor avaliado e de uma intervenção a longo prazo, aí sim eles serão encaminhados para cá", reitera Ana, complementando que o atendimento pode ser tanto individual como em grupo, compreendendo ainda a orientação aos familiares do paciente.

"Nossa principal missão e meta é atender os pacientes que tenham transtornos mentais na infância e adolescência. Por isso, o ambulatório foi elaborado na intenção de proporcionar todo o acolhimento, porque tratar um paciente que tem um transtorno mental não é simplesmente tratar também o pai e a mãe, mas sim tratar a família como um todo. Aqui nesta unidade temos uma área de acolhimento, salas de terapia e psicologia infantil e profissionais capacitados", complementa o psiquiatra Lucas Leite.


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