Palmas, 27/07/2017

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Dia Mundial da Saúde Ocular alerta sobre a importância da atenção com os olhos

  • Em maio, hospitais da Rede Ebserh realizaram mais de 86,7 atendimentos oftalmológicos

Dia Mundial da Saúde Ocular alerta sobre a importância da atenção com os olhos



Brasília (DF) – Para chamar atenção sobre a importância dos cuidados com os olhos, foi criado o Dia Mundial da Saúde Ocular, comemorado em 10 de julho. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que entre 60 e 80% dos casos de cegueira em todo o planeta são evitáveis ou tratáveis se o paciente receber atendimento correto em tempo adequado.

Na Rede Ebserh, 28 dos 39 hospitais universitários federais filiados oferecem algum tipo de atendimento oftalmológico. Dados do mês de maio de 2017 apontam que essas unidades foram responsáveis por 86,7 mil atendimentos naquele mês, nas cinco regiões do país. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é uma estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Segundo Maria Isabel Lynch, oftalmologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), a cautela com os olhos tem de ser colocada em prática logo após o nascimento. Ela enfatiza a necessidade imediata do "teste do olhinho", exame rápido que ajuda no diagnóstico e prevenção de doenças como retinopatia da prematuridade, catarata congênita, infecções ou traumas oftalmológicos nos recém-nascidos.

Após isso, os cuidados seguem durante a infância, aos 4 ou 5 anos, sucedido por acompanhamento contínuo caso necessário, com a frequência de consultas sendo definida a partir das especificidades de cada caso. A importância dessa atenção à visão no começo da vida é essencial diante de dados alarmantes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, que revela que 33 mil crianças brasileiras são cegas por doenças oculares plenamente evitáveis.  

"Fora essas consultas iniciais, para indivíduos que não apresentam problemas oftalmológicos, ainda assim é imprescindível a consulta com oftalmologista durante a adolescência, início da fase adulta e, principalmente, a partir dos 40 anos, faixa etária relacionada a problemas como a presbiopia, que é a dificuldade gradual de se enxergar de perto", comentou Maria Isabel.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos. Mesmo assim, se comparada a outras enfermidades oculares como miopia, astigmatismo e catarata por exemplo, é uma doença menos conhecida, principalmente entre a população que não sofre com a diabetes.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes dão conta de que após 20 anos de doença mais de 90% dos diabéticos tipo 1 e 60% daqueles com o tipo 2 apresentarão algum grau de RD. Portanto, o médico que atende o diabético deve encaminhar o paciente para o oftalmologista logo que fizer o diagnóstico. Muitas vezes, o paciente também apresenta outras patologias nos olhos que necessitam de tratamento e acompanhamento.

"O tempo de duração do diabetes e o controle glicêmico são, respectivamente, os dois fatores mais importantes relacionados ao desenvolvimento e à gravidade da RD. Assim, o controle glicêmico adequado torna-se fundamental para a prevenção e a diminuição nas complicações relacionadas à doença", afirmou o oftalmologista Diego Fleury, do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD).

Cuidados básicos e naturais ajudam corriqueiramente na manutenção da saúde ocular, que envolvem o manuseio dos olhos sempre com mãos limpas – evitando principalmente o ato de coçar a região –, o uso de óculos de sol e demais proteções diante de forte incidência solar –, o cuidado com o uso de colírios e evitar a automedicação.

Sobre a Ebserh

Estatal vinculada ao MEC, a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Com informações do HU-UFGD e HC-UFPE


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