Monday, 16 de September de 2019

SAÚDE


Palmas

HGP é referência para pacientes queimados

05 Jun 2019    00:00    alterado em 06/06 às 00:00
Luciana Barros HGP é referência para pacientes queimados

Mais de 90% das cirurgias de urgência e emergência do setor plástica do Hospital Geral de Palmas (HGP) são realizadas em pacientes que sofreram queimaduras. Destes pacientes,  a maioria dos casos  são queimaduras por acidentes domésticos (boa parte são crianças) queimaduras por  eletricidade e químicas. A unidade de alta complexidade é referência no tratamento de pacientes queimados e de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) só em 2018, 122 pacientes deram entrada no pronto socorro por motivo de queimaduras. Este ano até agora já são 29.

Os pacientes que são do município de Palmas chegam ao HGP na maioria das vezes pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), que ao entrar em contato com a unidade aciona o médico plantonista 24h. Já os pacientes dos demais municípios são atendidos pela equipe médica de origem que realiza contato com Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGP, onde um médico orienta o primeiro atendimento,  com relação curativo que possa ser feito, de acordo com a particularidade da queimadura até o paciente chegar na unidade.

O cirurgião plástico Giovanni Augustus explica como é feito este atendimento. "Nos casos menos graves os pacientes são avaliados, recebem  orientações   e logo em seguida liberados. Já nos casos graves, o usuário é submetido aos procedimentos no centro cirúrgico. Os curativos  geralmente são realizados em dias alternados, ou diariamente conforme a necessidade. Os usuários permanecem internados nas alas recebendo todos os cuidados da equipe multiprofissional. Nos quadros graves, os pacientes são internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e as crianças na UTI pediátrica. A equipe da cirurgia plástica mantém uma parceria com UTI para discutir as condutas e os tratamentos cirúrgicos para  cada paciente", declarou.

“Durante o atendimento ao paciente que sofreu queimaduras é realizado o desbridamento (retirada de tecido desvitalizado ou de corpo estranho de uma ferida) e o enxerto de pele é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção da pele de uma área do corpo e o ato de movê-la ou transplantá-la para uma área diferente do corpo", comenta.

O cirurgião plástico acrescenta "as queimaduras podem ser de primeiro grau e segundo e terceiro grau. A de primeiro grau são queimaduras solares (em razão da exposição ao sol, bronzeamento), dura em média três a cinco dias. O tratamento é doméstico com uso de anti-flamatório e compressa de água gelada, repouso e hidratação. As queimaduras de segundo superficial e profunda merecem cuido maior, devido as bolhas rompidas quando há sujeiras. Estes curativos são utilizados soro fisiológico e pomada específica, com duração de 15 a 22 dias. A de segundo grau mais profundo dura cerca de 45 dias. A queimadura de terceiro grau, afeta toda a pele, atinge vasos e músculos", declarou.

O especialista explicou que a queimadura de terceiro grau precisa de intervenções muito rápidas para desbridasmento de tecido e preparar o tecido para realizar enxerto de pele o mais breve possível para que não ocorram sequelas, principalmente funcionais.

Alerta do especialista

O médico ressalta que em muitos casos de queimaduras de  primeiro, segundo e terceiro grau são tratadas com remédios caseiros de conhecimentos das pessoas antigas. “Ainda persiste nos nosso estado estes tipos de tratamentos, cerca de 50% dos pacientes queimados de pequeno e médio  são tratados em casa com remédios caseiros e acabam  não procurando o hospital. Alertamos quanto às consequências a estes tipos de queimaduras, que são o surgimento de  infecções e retrações,  sequelas e perda de função daquele membro ou  órgão que foi afetado”, alertou.

A dona de casa, Valdirene Silva de Oliveira, de 25 anos há cerca de um mês deu entrada no HGP, com queimadura elétrica de terceiro grau  e segue internada recebendo os cuidados. “Eu estava em casa, no dia de domingo, no início da manhã, quando aconteceu um curto circuito no fio da televisão e o álcool estava próximo e explodiu dentro de casa e afetou meu corpo. O meu esposo que estava na área externa da casa entrou no meio do fogo e me salvou. Ele se queimou mais já teve alta. Foi um milagre e uma prova de amor!”, declarou.

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