Saturday, 23 de February de 2019

SAÚDE


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Hospital e UTI de Palmas agregam uso da tecnologia para salvar pacientes vítimas de AVC

22 Oct 2018    20:07    alterado em 22/10 às 20:07
Hospital e UTI de Palmas agregam uso da tecnologia para salvar pacientes vítimas de AVC

O Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) é lembrado anualmente em 29 de outubro, com a finalidade de conscientizar a população sobre as formas de prevenção da doença cerebral que mais mata e incapacita pessoas no Brasil. Em Palmas, o uso de aplicativos e a adoção de medidas com base na telemedicina tem sido essenciais na busca pela redução de sequelas em pacientes vítimas de AVC. Estudos sobre a implantação de programas de telemedicina voltados ao AVC relatam a diminuição em até 25 minutos no tempo de atendimento dos pacientes desde o início dos sintomas até a avaliação e tratamento.

“Hoje a doença pode ser tratada, coisa que no passado não acontecia, e a pessoa ainda fica sem sequelas ou com o mínimo de sequelas possível. Então, ao menor sinal de que está tendo um AVC, o paciente deve procurar uma unidade médica o mais rápido possível para receber o tratamento adequado, que tem um tempo para ser administrado. Algumas horas após a ocorrência do AVC nós perdemos a oportunidade de oferecer as medicações específicas”, alerta Márcio Figueiredo, neurocirurgião, diretor médico da Intensicare e coordenador da Unidade AVC na UTI do Hospital Oswaldo Cruz.

Na Capital, na UTI Intensicare do Oswaldo Cruz, já estão em amplo funcionamento cinco leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com AVC. A estrutura da nova unidade AVC visa garantir um fluxo otimizado de todo o processo envolvendo as vítimas da doença, desde o socorro rápido, até o diagnóstico e tratamento adequados.

“Todo paciente com suspeita de AVC precisa ser submetido a uma tomografia e ser atendido por um neurologista. O grande problema hoje é o acesso desses pacientes ao especialista em tempo hábil. Geralmente a pessoa é atendida por um clínico geral, na UPA ou no pronto socorro de um hospital, por exemplo, e os médicos se deparam com uma certa dificuldade em ter acesso imediato a um neurologista para encaminhar aquele paciente. São pessoas que precisam de atendimento rápido, pois quanto mais demorado for o diagnóstico, mais o tratamento atrasa e as consequências podem ser graves. Se o paciente é atendido no período que chamamos de janela terapêutica, que compreende até quatro horas e meia após os primeiros sintomas, nós conseguimos reverter o quadro sem sequelas”, afirma Rafaela Boaventura, enfermeira do Telestroke em Palmas.

Para aumentar a eficácia e eficiência do diagnóstico e tratamento, a telemedicina voltada ao AVC foi implementada no hospital da Capital, para maximizar o trabalho das equipes. “Quando o paciente chega ao Oswaldo Cruz, ele é atendido por um clínico e é imediatamente cadastrado num aplicativo que nós utilizamos, o Join. Com isso, automaticamente é enviada uma mensagem ao celular do neurologista, informando que há um paciente no hospital com suspeita de AVC no pronto socorro. Esse paciente passa a ter prioridade para a tomografia e o tratamento. Após os exames, o clínico pode solicitar uma avaliação ao neurologista, por meio da tecnologia de telemedicina, requerendo um parecer sobre a imagem, para se certificar se aquele paciente deve tomar o medicamento para tratar o AVC, se ele deve ser encaminhado à UTI, entre outras medidas. Na UTI, o médico intensivista acompanha o paciente durante 24 horas e, em horário comercial, o neurologista faz visitas presenciais aos pacientes vítimas de AVC. Além disso, pela telemedicina, o neurologista oferece um suporte integral à equipe da UTI, monitorando os pacientes constantemente, por meio de transmissão da imagem, teleconferência, à noite e aos finais de semana. Se houver a necessidade, o médico intensivista aciona o especialista a qualquer momento”, informa a enfermeira.

Na UTI Intensicare do HOC também há um tratamento diferenciado ao paciente com AVC, com cuidados especiais com a dieta, estimulação específica na fonoaudiologia, na fisioterapia, entre outros aspectos. “Antes da alta médica é feito também um trabalho educativo com os pacientes e seus familiares, por exemplo em casos de pacientes tabagistas, para evitar a ocorrência de um novo AVC. É todo um programa voltado a essa pessoa, com um acompanhamento de até seis meses com o neurologista após o fim da internação, entre várias outras medidas. Para Palmas, uma unidade AVC dentro de uma UTI é de extrema importância, um grande diferencial, que salva vidas”, finaliza Rafaela Boaventura.

Conheça os sintomas
O AVC é o entupimento de uma artéria que leva sangue para o cérebro. Sem nutrientes e oxigênio, parte do cérebro pode morrer. O AVC acontece de forma muito rápida e pode levar à morte ou deixar sequelas. Os principais sintomas são: dor de cabeça, visão turva, fraqueza em um lado do corpo, fala confusa, perda de equilíbrio e da força, rosto torto. Fazem parte do grupo de risco pessoas que consomem álcool e drogas excessivamente, diabéticos, quem tem histórico de doença vascular prévia, quem faz uso de anticoncepcionais, hipertensos, fumantes, pessoas com estresse, sedentários, acima do peso, com doenças no coração e com o colesterol alto.

O AVC pode ser prevenido em até 90% dos casos e pode ser tratado, através do desentupimento da artéria com cateterismo ou com medicamento. O mais importante é que o paciente chegue o quanto antes a um hospital que esteja pronto para tratar o AVC.

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