Sunday, 20 de September de 2020

SAÚDE


Saúde

Médicos formados no exterior tentam validar diploma no Brasil

18 Nov 2018
Agencia Brasil Médicos formados no exterior tentam validar diploma no Brasil

A vontade de exercer a medicina no Brasil, depois de passar pela faculdade no exterior, movimenta mais de 900 médicos na segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) neste fim de semana.

A exigência é feita tanto para médicos brasileiros que estudaram medicina no exterior quanto para os estrangeiros que querem trabalhar no Brasil. Entre os candidatos que aguardavam o início das provas em Brasília, estava o cubano Pierre Oliveira*.

Ele contou que abandonou o Mais Médicos há dois anos, por considerar injustas as condições do programa. Casado há 4 anos com uma brasileira e com dois filhos, Oliveira trabalhou em uma cidade do interior do Mato Grosso pelo programa. Ele contou que desde que deixou o Mais Médicos tem se dedicado a estudar para o Revalida.

O professor cubano Juan Martin* aguardava a filha na saída do local de provas. A filha, de 26 anos, estudou medicina em Cuba. Ele considera uma forma de discriminação exigir revalidação do diploma de cubanos para participar do Mais Médicos. “Cuba tem muito bons profissionais. Se não for exigida a validação do diploma dos médicos de todas as nacionalidades, é uma gravíssima discriminação com os cubanos”.

Médicos estrangeiros e brasileiros que se graduaram em outro país, fazem a segunda etapa da edição 2017 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
Médicos estrangeiros e brasileiros que se graduaram em outro países fazem a segunda etapa da edição 2017 do Revalida - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Exigências

Martin informou que chegou no Brasil há 21 anos, também por meio de convênio de trabalho. “A situação era pior que a do Mais Médicos. Tinha de entregar 75% para o governo cubano e os 25% restantes eram para pagar aluguel, comprar comida e enviar dinheiro para a família”, contou.

Após cinco anos distante da mulher cubana, ele acabou se separando. “Não era permitido sair do país com a família.” Martin se casou com uma brasileira e não voltou mais para Cuba. Faz apenas visitas esporádicas ao país. “A separação da família não é certa, mas quem vem para o Brasil está ciente das condições. Ninguém vem obrigado. Os médicos cubanos estão em cerca de 66 países em programas como o do Brasil e só o presidente brasileiro reclama”, criticou.

No último dia 14, o governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa Mais Médicos. A justificativa do Ministério da Saúde cubano é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, na sua conta do Twitter, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais.

“Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", reafirmou o presidente eleito em sua rede social no dia 14.

"Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos", publicou Bolsonaro.

*Os entrevistados preferiram usar nomes fictícios. - Agencia Brasil

COMPARTILHE:


Confira também:


Covid-19

Tocantins registra 717 novos casos da Covid-19

Atualmente, o Tocantins contabiliza 192.422 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 63.167casos confirmados. Destes, 45.266 pacientes estão recuperados, 17.035 pacientes seguem em isolamento domiciliar ou hospitalar e 866 pacientes foram a óbito.

Economia

Vice-governador articula relação do Basa com Governo para prorrogação de decreto que garante crédito especial às empresas afetadas pela pandemia

No total, foram disponibilizados o montante de R$ 2 bilhões para empresas a taxas de juros de 2,5% ao ano, bem abaixo ao praticado no mercado, e com prazo de carência até oito meses.


Justiça

Magistrado Pedro Nelson de Miranda Coutinho é o mais novo desembargador do Judiciário tocantinense

Além do corregedor-geral da Justiça, votaram os desembargadores Marco Villas Boas, Moura Filho, Jacqueline Adorno, Ângela Prudente, Eurípedes Lamounier, Maysa Vendramini, Etelvina Maria Sampaio Felipe e, por último, o presidente Helvécio Maia Neto.


Obras

Governador Carlesse assina Ordem de Serviço para recuperação de estradas vicinais em três municípios

Serviços serão executados em Cristalândia, Lizarda e Paranã


Justiça

Ministério Público expede parecer favorável a Delegados após Corregedoria instaurar sindicâncias


Eleições 2020

Prefeita Cinthia Ribeiro fecha convenção com apoio de seis partidos


Emprego

Sine Tocantins orienta trabalhadores para uma boa entrevista de emprego. Nesta quarta, 16, são 403 vagas no Estado


Covid-19

Boletim coronavírus (Covid-19): taxa de internações hospitalares sofre redução na Capital


Economia

Procon Municipal de Palmas divulga pesquisa de preços dos itens da cesta básica


Agricultura

Governo do Tocantins e Ministério da Agricultura retomam convênio e fortalece assistência a agricultores familiares



  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira