Wednesday, 20 de February de 2019

SAÚDE


Sáude

Ministério da Saúde amplia a vacinação contra hepatite B para pessoas até 49 anos

05 Jul 2013

Num esforço para reduzir a incidência das hepatites virais no País, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a vacinação contra a hepatite B para a faixa etária de 30 a 49 anos. A vacina estará disponível nas unidades do SUS - Sistema Único de Saúde. Causada por um vírus de 50 a 100 vezes mais contagioso que o HIV, essa infecção no fígado pode-se tornar crônica, levando à cirrose e ao câncer. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2 bilhões de pessoas já tiveram contato com esse vírus, das quais 240 milhões tornaram-se portadoras crônicas. No Brasil, não existem números exatos dos portadores desta doença.

 

 

A hepatite B é considerada um mal silencioso, porque nem todos os que contraem a doença apresentam sintomas – mal-estar, febre, diarreia, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados). A maioria das crianças infectadas é assintomática e até 50% dos adultos não apresentam sinais da doença, podendo contagiar outras pessoas sem saber.

 

 

A transmissão ocorre por meio de fluídos e secreções corporais, principalmente através do contato sexual. Outras formas de contágio são o compartilhamento de material para uso de drogas, de higiene pessoal (como alicates de unha e lâminas de barbear), a confecção de tatuagem e a colocação de piercing e a transfusão de sangue contaminado. A mulher infectada pode contagiar o filho durante o parto.

A médica Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, considera importante a ampliação da vacinação de adultos “Em pessoas que não fazem parte dos grupos de alto risco – usuários de drogas, portadores do HIV, população carcerária e profissionais de saúde - , o contato sexual com portadores assintomáticos é o principal fator para adquirir essa doença para a qual não existe tratamento adequado.”

 

 

O risco de a hepatite B se tornar crônica depende da idade na qual ocorre no ser humano. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%. Entre um e cinco anos, as chances variam entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%. Dos portadores crônicos adultos, 20% poderão desenvolver cirrose e 5% poderão evoluir para o câncer.

 

VACINAÇÃO

A vacina deve ser administrada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Atualmente ela é dada aos bebês, ainda na maternidade. Mas nem sempre foi assim. A vacinação foi introduzida no País em 1989 dentro do Programa Nacional de Imunização. Até 1998, abrangeu apenas moradores de áreas de risco (Amazônia Legal, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Distrito Federal) e pessoas mais expostas ao risco de contrair a doença.

 

Há exatos 15 anos, a vacina passou a ser oferecida para todas as crianças menores de um ano. De lá para cá, a imunização vem sendo expandida gradativamente. Em 2001, foi ampliada para todos os menores de 20 anos. Em 2011, passou a abranger a faixa etária entre 20 e 24 anos. No ano passado, foi estendida para a população de 25 a 29 anos.

 

 

A vacina é disponibilizada ainda para os grupos de risco: gestantes (após o primeiro trimestre de gravidez); trabalhadores da saúde, portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST); bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários; carcereiros de delegacia e de penitenciárias; coletadores de lixo hospitalar e domiciliar; parceiros sexuais de portadores de hepatite B; doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo; lésbicas, homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais; pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, entre outras); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e acampamentos; populações indígenas; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; caminhoneiros.

 

Fonte: Ministério da Sáude

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