Thursday, 25 de April de 2019

SAÚDE


Novembro roxo

Seminário da prematuridade discute prevenção, avanços e desafios na assistência ao prematuro

23 Nov 2018    00:31    alterado em 23/11 às 00:31
Nielcem Fernandes Seminário da prematuridade discute prevenção, avanços e desafios na assistência ao prematuro

No mês da prematuridade médicos, enfermeiras, nutricionistas, psicólogos e demais profissionais da saúde, bem como acadêmicos da área, estão reunidos em um seminário durante dois dias, na Assembleia Legislativa do Tocantins para discutirem sobre esse assunto que já se tornou uma realidade mundial. Esse é o 1º Seminário de Sensibilização à Prematuridade do Tocantins, e traz como tema “Ciência, Arte e Amor”. O evento é realizado pelo Hospital e Maternidade Dona Regina, com apoio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e iniciou nesta quinta-feira, 22. 

No ano passado nasceram no Tocantins, 2.540 bebês prematuros, menores que 37 semanas, o que correspondente a 10,2% do total de nascidos vivos. Deste total, 717 foram na Maternidade Dona Regina em Palmas. De janeiro a outubro deste ano, já foram 671 bebes nascidos prematuros, no Dona Regina, o que corresponde a 14% do total de nascidos vivos na maternidade.

Para a diretora do Dona Regina, Débora Petry essa é uma realidade na rotina da maternidade. “Trabalhamos muito com a prematuridade, e por isso precisamos falar sobre esse tema tão importante que é tão pouco discutido e tão pouco conhecido pela sociedade, achei interessante que a comissão organizadora colocou esse assunto sobre três pilares; ciência, arte e amor, por que o amor é necessário”.

Em sua fala Débora perpassou sobre os três pilares do seminário, ela destacou que a saúde baseada em evidência é imprescindível para guiar decisões e práticas. “O conhecimento científico deve ser a base de qualquer cuidado em saúde, ainda mais de seres tão frágeis e pequenos. Esse novo ser veio ao mundo antes de estar maduro, precisa de muita ciência e conhecimento para lidar com ele. Assim como qualquer artista fica sensibilizado, é preciso inspiração para cuidar desses pequenos seres com delicadeza, na busca para atingir a perfeição e melhoria. Por fim, se não houver amor pelo que faz nada vale. A ciência e a arte sem o amor não são nada. Para quem trabalha com esses bebes, é impossível não amar,  esses seres tão pequenos”.

O Superintendente de Unidades Próprias, Ullannes Passos Rios, na ocasião representando a Secretaria de Estado da Saúde (SES), ressaltou que apesar das dificuldades que são enfrentadas na saúde pública, existem profissionais esforçados e empenhados a fazer o máximo com poucas ferramentas. “Eventos como esse mostram a força da equipe, estou há pouco tempo na superintendência e passei a conviver diariamente com essas questões relacionadas às maternidades e percebi que a prematuridade é uma rotina, é uma realidade”, ele destacou ainda que a SES está empenhada em dar condições para que os trabalhos sejam bem desenvolvidos nas unidades hospitalares.

Prevenção
“Existem evidências científicas que mostram o motivo que os bebês estão nascendo prematuros, precisamos de eventos como esse para debater a ciência, como é um dos pilares que serão discutidos nessa programação, precisamos discutir para saber como enfrentar essa prematuridade. Sabemos que um pré-natal bem feito, acompanhamento da mulher mais efetivamente, ajudam a minimizar os impactos dos partos prematuros. Precisamos discutir como podemos fazer com que esse bebê nasça no tempo correto”, foi o que destacou a gerente de Alta e Média Complexidade da SES, Raquel Marques.

Foi exatamente sobre isso que o médico ginecologista obstetra Dr Valdir Francisco Odorizze discutiu em sua palestra com o tema: “A importância do pré-natal na prevenção do parto prematuro”. Para ele, em muitos casos a prematuridade pode ser evitada iniciando com um pré-natal adequando. “Com a paciente tendo consultas multidisciplinares, com médico, enfermeiro, psicólogo e outros profissionais. Se esse pré-natal for adequado, ele consegue prevenir e descobrir com antecedência que a mulher vai entrar em prematuridade. Alguns corrimentos, por exemplo, causam rupturas de bolsa prematura, se durante o pré-natal fizermos diagnósticos corretos, podemos fazer uma prevenção. Primeiro começa pela Unidade Básica de Saúde e capacitação de profissionais”.

Para Raquel Marques, outro problema a ser enfrentado são as cesarianas eletivas. “quando a mulher agenda uma cesariana, está colocando em risco a vida do bebê, ela não combinou com ele a hora que ele nascerá ou se ele está pronto para nascer. Está colocando ele numa situação que pode levar o bebê a prematuridade. A mulher pode esperar o dia e a hora que o bebê quer nascer. O trabalho de parto é um sinal de quando o bebe quer vir ao mundo”.

O Seminário
Além desse assunto, a programação que se encerra somente nesta sexta, 23, trará outros debates como; Os cuidados com o bebê prematuro na sala de parto; Aspectos relevantes no transporte seguro neonatal intra e extra-hospitalar; Atuação do Enfermeiro na inserção; Terapia Nutricional do Prematuro; A importância de Seguimento Ambulatorial do Prematura; Método Canguru e suas diretrizes e aspectos emocionais da Família diante ao bebê prematuro, por exemplo.

Uma das idealizadoras do seminário, a coordenadora de enfermagem da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional e Canguru do Dona Regina, Edivani Santos, comentou como a ideia do seminário surgiu.  “O seminário surgiu um pouco com a ideia da exposição de fotos de bebês prematuros da maternidade. Pensamos em fazer no mês de novembro, que é de sensibilização à prematuridade, o newborn, uma exposição com fotos deles na unidade canguru. O evento foi crescendo, tomando forma e se tornou algo mais científico”.

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