Palmas, 18/10/2017

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Siqueira Campos anuncia renúncia ao cargo de governador e caminho está aberto para Eduardo disputar eleição

  • Era o quarto mandato do governador Siqueira Campos, que voltou a comandar o Palácio Araguaia depois de uma histórica disputa judicial contra o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB).

Marcio Vieira

Siqueira Campos anuncia renúncia ao cargo de governador e caminho está aberto para Eduardo disputar eleição



O governador Siqueira Campos (PSDB) anunciou durante reunião com o secretariado no Palácio Araguaia que vai renunciar ao mandato. Siqueira já levou embora todos os objetos pessoais que estavam em seu gabinete. Com a renúncia também do vice-governador João Oliveira (DEM) na noite dessa quinta-feira, 3, o comando do Estado ficará vago assim que Siqueira assinar sua renúncia. O presidente da Assembleia, deputado estadual Sandoval Cardoso (SD), deverá assumir interinamente o cargo de governador. A saída de Siqueira do cargo cria condições jurídicas para que o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB) dispute as eleições de 2014.

Era o quarto mandato do governador Siqueira Campos, que voltou a comandar o Palácio Araguaia depois de uma histórica disputa judicial contra o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB). Após o rompimento da União do Tocantins, o poderoso grupo siqueirista que comandou o Tocantins por quase duas décadas - com pequeno intervalo de quatro anos entre 1990 a 1994 -, Marcelo Miranda migrou para o PMDB e, em 2006, disputou a reeleição com seu ex-aliado Siqueira, que perdeu, mas ingressou com um Recurso Contra Expedição de Diploma (Rced), acusado o adversário de abuso de poder econômico, político e de uso dos meios de comunicação.

Durante todo o período de 2007 a 2009, Siqueira se recolheu em Brasília para acompanhar o andamento do recurso e nunca deixou de afirmar que voltaria ao governo. Por conta da ação judicial, em julho de 2009 Marcelo foi cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não como os siqueiristas gostariam. Porque em setembro daquele ano, o então governador do PMDB foi afastado pela Corte Eleitoral, contudo, com previsão de eleição indireta na Assembleia e não posse do segundo colocado, Siqueira, como esperavam os utistas. (Portal CT)


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