Friday, 14 de December de 2018

VIVER


Coluna semanal II

A trajetória de Paulo Coelho

13 Aug 2008

Nascido numa família católica de classe média, aos sete anos Paulo Coelho ingressa em um colégio jesuíta da então capital do Brasil, o Rio de Janeiro.

Desde muito novo, gostava de escrever e mantinha um diário. No colégio, participava de concursos de poesia e cursos de teatro. No entanto, seu pai queria que ele fosse engenheiro, e sua mãe desencorajava Paulo a seguir a carreira de escritor. As brigas com os pais eram constantes e Paulo teve muitas crises de depressão e raiva na adolescência, tendo sido internado três vezes em uma clínica de repouso, onde foi tratado com eletrochoques.

Na década de 1960, adere ao movimento hippie, ao mundo das drogas e ao ocultismo e satanismo. Profissionalmente, exerce a profissão de ator em algumas peças, e escreve e produz outras. Exerce também a função de jornalista em publicações ditas alternativas, quando conhece Raul Seixas, então executivo de uma produtora musical. Os dois se tornam parceiros em diversas músicas que exercem influência no rock brasileiro. Nessa época, Paulo Coelho envolve-se com Marcelo Motta e torna-se um seguidor de Aleister Crowley e da chamada "Sociedade Alternativa", a qual apresenta a Raul e que lhe renderia problemas com o governo militar. Compõe também para diversos intérpretes, tais como Elis Regina, Rita Lee e Rosana Fiengo.

Seu fascínio pela busca espiritual, que data da época em que, como hippie, viajava pelo mundo, resultou numa série de experiências em sociedades secretas, religiões orientais, etc.

A edição do seu primeiro livro foi em 1982, “Arquivos do Inferno”, que não teve a repercussão desejada. Lançou o seu segundo livro, “O Manual Prático do Vampirismo”, em 1985.

Em 1986, Paulo Coelho fez a viagem de peregrinação pelo Caminho de Santiago. Percorreu quase 700 quilômetros a pé do sul da França até a cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, experiência que relata em detalhes no livro “O Diário de um Mago”, editado em 1987. No ano seguinte, publicou “O Alquimista”, que, apesar de uma vendagem inicial incipiente, viera a se transformar no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos; “O Alquimista” é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países, e vendeu, até o momento, 41 milhões de exemplares.

Nos anos subseqüentes, foram lançadas diversas obras, dentre elas “Brida” (1990), “Verônika Decide Morrer” (1998) e “A Bruxa de Portobello” (2006) – veja lista completa no quadro. (pt.wikipedia)

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