Friday, 14 de December de 2018

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Amor incondicional, existe?

02 Jul 2018    16:52    alterado em 02/07 às 16:55
Amor incondicional, existe?

Pelo dicionário, incondicional é um adjetivo que significa “que não depende de, não está sujeito a qualquer tipo de condição, restrição ou limitação; incondicionado”. Na linguagem dos relacionamentos, amor incondicional é aquele que não cobra nada em troca. Será que esse tipo de amor existe mesmo? Para a orientadora emocional para mulheres com foco em relacionamentos, Camilla Couto, a resposta é não. E ela explica por que: “se relacionamento é troca e o amor incondicional pode ser uma via de mão única, ele não pode ser uma característica dos relacionamentos amorosos”.

Para ela, uma das principais características dos relacionamentos saudáveis é o equilíbrio entre dar e receber: “o equilíbrio media as relações e cria laços profundos e duradouros. Quando uma das partes doa mais, cuida mais, cede mais, tolera mais, o desequilíbrio aparece. E aí, quem deu demais se sente no direito de cobrar a conta do outro e quem recebeu demais se sente em dívida. Nem precisamos falar sobre o estresse e a dificuldade de permanecer numa relação assim”, enfatiza Camilla.

E quando o assunto é a relação mães e filhos, por exemplo? “Se pararmos para pensar, até mesmo nesse tipo de relação há condições. E a primeira delas é: amamos nossos filhos incondicionalmente justamente porque são nossos filhos. Essa é uma condição! Ou será que amamos os filhos do vizinho exatamente da mesma forma que amamos os nossos”? Mas não amamos nossos filhos independentemente do que nos dão em troca? Segundo Camilla, não: “e durante aqueles segundos ou minutos em que estamos bravas com eles por não nos darem obediência em troca de todo o nosso amor, carinho e atenção? Ou por serem diferentes daquilo que imaginávamos”?

Amor incondicional é algo que prescinde de um desprendimento profundo. “Ainda estamos a anos luz de conseguir entender como amar incondicionalmente e sem querer nada em troca. Somos conduzidas pelas nossas próprias necessidades, nossos próprios desejos e, por isso, nossos relacionamentos também têm ciúmes, possessividade, controle – características totalmente opostas ao amor incondicional. Com nossos parceiros, construímos relações baseadas na condicionalidade do afeto e do reconhecimento do amor”, lembra a orientadora.

Para Camilla, é importante refletirmos sobre esse assunto por duas razões: “para avaliarmos o quanto de nós estamos doando ao outro e para entender que tipo de troca buscamos para a nossa vida”. Para ela, o importante é observar nossas relações e não buscar o amor incondicional, mas, sim, um amor equilibrado e maduro.

(Camilla Couto)


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