Wednesday, 23 de October de 2019

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Quadrilhas

Centenas de voluntários colaboram com as apresentações das quadrilhas juninas no Arraiá da Capital

26 Jun 2018    21:08
Divulgação/ASCOM Centenas de voluntários colaboram com as apresentações das quadrilhas juninas no Arraiá da Capital A voluntária Delacir Bezerra junto com sua filha Micaelle e o colega Yrlands Aquino

De 27 de junho a 1º de julho acontece o 26º Arraiá da Capital São João das Palmas, uma festa colorida e com grande participação popular. Mas o que pouca gente sabe é que a maior parte das quadrilhas conta também com integrantes que se doam voluntariamente para ver esta ‘festança’ acontecer todos os anos. São costureiras, cabeleireiros, maquiadores, artesãos, grafiteiros, marceneiros, serralheiros, e muitos outros profissionais voluntários. Gente que doa seu tempo livre para dar vida aos enredos, cenários e aos figurinos dos dançarinos neste espetáculo que já é parte da nossa cultura.


A assistente social, Delacir Bezerra, já tem 20 anos de Arraiá da Capital e diz que não se cansa de ajudar seu grupo, a Quadrilha Cafundó do Brejo que conta com 36 casais se apresentando e mais de 140 voluntários que ajudam a construir cenografia e figurinos. Este ano Delacir cedeu a sua própria casa para a montagem dos cenários e também para a realização de alguns ensaios.


“É uma tradição que nos aproxima da comunidade, cria um laço de amizade muito forte e um sentimento de poder ser útil, de fazer parte de um grupo”, explica Delacir, acrescentando que ela ainda dança na quadrilha e que seus três filhos e duas sobrinhas também são dançarinos e voluntários na organização dos ensaios. “Nós passamos meses envolvidos com a festa, não é apenas um dia, nem um mês, nessa semana estou com seis pessoas trabalhando no cenário da quadrilha lá em casa”, conta.


Já o servidor público federal, Renato Amorim, resolveu escutar seu coração e criar um grupo de quadrilha junina em 2010. Nascia então a Fogo na Cumbuca que hoje conta com 16 casais dançando e envolve mais de 60 pessoas na confecção e montagem da apresentação.


“Faço de tudo aqui na ‘Junina Fogo na Cumbuca’. Desde reuniões para organizar o grupo, ajudo a montar cenários, figurinos, repertório enfim, participo de tudo”, diz Renato. Ele conta ainda que o trabalho começa lá atrás, ainda no ano anterior à festa. “Começamos os trabalhos em novembro com a escolha de tema, repertório, montagem do espetáculo e ensaiamos em janeiro. Sem os voluntários seria impossível fazer uma festa tão bonita”, analisa.


A esposa do Renato, Raimunda Sousa, também coloca a mão na massa, ou melhor, nos cabelos, ela é uma das responsáveis pelos penteados das damas do grupo. “Eu ajudo na confecção dos acessórios e nos penteados. A gente sabe que a aparência dos dançarinos tem que estar impecável e sempre buscamos fazer o melhor a cada apresentação”, destaca Raimunda.


A comunidade vai poder conferir e torcer por cada quadrilha junina a partir da próxima quarta-feira, 27, na Vila Olímpica, ao lado do Estádio Nilton Santos, na Avenida Teotônio Segurado. 

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