Monday, 12 de November de 2018

VIVER


Capoeira

Integrantes comemoram reconhecimento

29 Jul 2008

A própria palavra capoeira já evidencia sua origem no campo, entre grandes movimentos de plantação de cana-de-açúcar, nos primórdios da existência do país. Originalmente brasileira, ganhou reconhecimento pelo mundo, se tornando, hoje, o mais novo patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação foi votado no dia 15 de julho, em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional. “Um reconhecimento tardio, mas que veio em boa hora”, diz o mestrando e Diretor do grupo Terreiro Capoeira Jackson Rodrigues, ou o “Índio”, para os que adotam e respeitam a nomenclatura de graduação condicionada por meio dos treinos.

Palmas conta hoje com sete grupos de capoeira espalhados por todas as regiões, tanto no centro quanto na periferia da capital. Terreiro Capoeira, Arte Folclore, Tambor Capoeira, Abolição, Mandara, Candeias e Abadá são grupos que se destacam e levam cultura e integração social para jovens e adultos. Juntos, esse grupos têm cerca de 700 integrantes.

Para Rita de Cássia (Negona), praticante há 12 anos, os ensaios são uma oportunidade de conciliar a cultura ao prazer, dentro do convívio familiar. “Toda a minha família é capoeirista, e é por isso que venho todos os dias aqui e levo os meus filhos para aprenderem junto comigo”, disse. Rita destacou a problemática enfrentada pelos grupos na capital, já que necessitam de incentivo e apoio financeiros.

Com o intuito de socializar e dar oportunidade de educação social inclusiva, os grupos de capoeira da Capital vêm a cada dia ganhando o seu espaço. “Ainda temos muito o que conquistar; falta incentivo mas não falta força de vontade”, disse o diretor. Para ele, a capoeira deixou de ser um esporte. “Eu convivo com a capoeira todos os dias, tudo que falo é sobre capoeira; considero como minha filosofia de vida”, disse. Quem compartilha da mesma opinião é a capoeirista Rita de Cássia que vê no esporte a única alternativa de integração no convívio social. “Eu não viveria se não fosse a capoeira”, finalizou.

 

Grupo busca na capoeira alternativas de reeducação de detentos em Palmas

Sob a regência do Mestre Besouro, o Grupo de Capoeira Abolição atua nos presídios da capital levando o esporte para dentro das celas. O mestre do grupo se diz gratificado com a aceitação dos presidiários que buscam a ressocialização com vistas à diminuição da pena. “A capoeira estabeleceu mais respeito entre eles”, disse. Às terças e sextas, o grupo vai ao presídio e ao Centro de Ressocialização de Menores da Capital, com instrumentos para a realização das aulas.

COMPARTILHE:

O que você achou da notícia?

9

PARABÉNS!
PARABÉNS!

11

BOM
BOM

12

AMEI!
AMEI!

14

KKKK
KKKK

9

ENGRAÇADO
ENGRAÇADO

4

Ñ GOSTEI
Ñ GOSTEI

7

CREDO!
CREDO!

Comentários

comments powered by Disqus


Confira também:


Moradia

Governo do Estado entrega obras do Minha Casa Minha Vida nesta segunda-feira

O Programa Minha Casa Minha Vida - Entidades tem como objetivo atender às necessidades de habitação da população de baixa renda nas áreas urbanas


  Blogs & Colunas


TiViNaLili

Lili Bezerra


Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira