Friday, 14 de December de 2018

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Comportamento

Pesquisa aponta perfil sexual do brasileiro

29 Jul 2008

Os brasileiros ganham mais um título mundial: o de maior confiança na hora H. Os dados são da pesquisa internacional The Face of Global Sex 2008: Sexual Confidence, que tinha como intuito oferecer uma perspectiva sobre as variáveis que influenciam as pessoas a tomarem decisões confiáveis sobre uma vida sexual saudável, além de constatarem dados como a idade em que as pessoas costumam iniciar a vida sexual ativa. Ainda de acordo com a pesquisa, os brasileiros são os que mais costumam buscar ajuda e orientação em relação ao sexo. Buscando - uma vez ou outra – orientações de especialistas para ajudar no convívio conjugal.

“Os brasileiros, neste caso, são mais esclarecidos”, é o que aponta a psicóloga Luiza B. Silva. Para ela, o brasileiro peca apenas em assuntos polêmicos “como a questão do homossexualismo” e a visão pragmática da submissão da mulher. “O brasileiro é o mais confiante no ato sexual, mas não abre mão de problemas no cotidiano”, diz a psicóloga ao relacionar a “confiança” apenas na hora do sexo.

Para a especialista em sexualidade Ana Virginia Gama, o sexo dos brasileiros vem atendendo a alterações introspectivas de como se tem encarado o prazer a dois. “O sexo não é mais uma atividade puramente instintiva e reprodutiva, mas algo aprendido, um potencial que pode ser atingido - ou não - segundo uma orientação educacional”, explica.

No Brasil, o número de pessoas que buscam orientação sexual e terapias para casais cresce a cada ano. A psicoterapeuta comportamental Lucilene Prado diz que a “conversa” pode tornar a relação afável e duradoura, mas, para isso, ela tem que começar dentro de casa. “É essencial que haja um canal de comunicação aberto para os parceiros expressarem suas preferências, fantasias e desagrados. E acima de tudo, fazer isso com respeito, carinho, sem ofensas ou cobranças”.

 

Cansaço e rotina são os principais vilões

Os brasileiros, no entanto, enfrentam outros problemas em relação ao sexo (quase quanto à freqüência em que o praticam). O cansaço e a rotina são os principais vilões da vida sexual, assim como a vontade do parceiro “em mudar a cabeça do outro” e a forma de agir sob os lençóis. Para a psicoterapeuta, o melhor remédio para esses casos “é sempre se colocar no lugar do outro”. “Um dos aspectos importantes é a aceitação. Temos uma dificuldade imensa de aceitarmos as diferenças. Muitas vezes, o casal passa uma vida inteira tentando fazer do outro a sua cópia. É um completo narcisismo!”, orienta.

A chamada “confiança sexual” tem que ser dia-a-dia, mesmo em casos em que os parceiros não estabelecem vínculos conjugais fixos: casados ou namorados. De acordo com Lucilene Prado, o brasileiro autoconfiante não tem medo da rejeição, por isso é mais seguro na hora de dar prazer à outra pessoa. A especialista Ana Virginia fala da importância da autoconfiança afetiva: “A relação sexual é onde colocamos toda nossa intimidade e, se há insegurança, esta poderá bloquear a resposta sexual, devido a baixo-estima e a vergonha de si e do outro. Portanto, se eu não tenho uma comunicação transparente com o meu par, torna-se mais difícil satisfazer um ao outro”, orienta.

Os especialistas são unânimes em afirmar que dar asas à imaginação é um excelente revigorante, assim como estabelecer o respeito nas decisões conjugais. Apimentar o sexo com filmes eróticos e viagens românticas, reservar um tempo só para o casal e curtir o corpo do parceiro sem a pressão de ser a Gisele Bündchen ou o Brad Pitt pode surtir efeito. Para eles, o negócio é “arriscar”, procurar novas possibilidades e criatividades na vida afetiva. E, claro, nunca se prender a sentimentos que baixem a auto-estima do casal. “É necessário reconhecer a importância da comunicação a dois, para que, a partir daí, haja mais intimidade e transparência entre o casal. Precisamos entender o amor com três H: humildade, humor (quem não brinca não sabe amar) e, principalmente, honestidade”, finaliza a especialista Ana Virginia.

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